Filha, neta, irmã, sobrinha, prima. Inconstante, inexperiente, inconformada. Preocupada, exagerada, nervosa, ansiosa, irritada. Responsável, mas com uma pontinha de vontade de esquecer disso às vezes.
Só vontade mesmo. Chata. Perfeccionista, egoísta, impaciente, nojenta.
Vontade de ser individualista e auto-suficiente, mas todo mundo precisa de mais alguém pra ser um pouco mais feliz na vida. Amiga de gente aqui e ali.
E então prestativa, conselheira, caridosa. Humor sarcástico, mas ainda assim, humor.
Pré-balzaquiana, encalhada, careca e de regime (sempre), por sinal.


www.flickr.com
Esse é um módulo do Flickr que mostra itens de um álbum chamado 365 days. Faça seu próprio módulo aqui.


:: a vida em algumas linhas
:: a vida é cor de rosa
:: aprendiz de sonhador
:: dani faxina
:: diário da sissi
:: entretantas, eu...
:: in case of emergency... smile
:: kill me while I kiss the sky
:: no sense
:: o céu, o sol e o mar...
:: one last cigarette
:: piscina de chocolate
:: pra ser feliz
:: princesas também dormem
:: quanto absurdo
:: reformatório
:: releituras
:: uma vida, mil destinos
:: uma-quase-engenheira
:: vidinha da rosana






01/09/2008 a 30/09/2008
01/08/2008 a 31/08/2008
01/07/2008 a 31/07/2008
01/06/2008 a 30/06/2008
01/05/2008 a 31/05/2008
01/04/2008 a 30/04/2008
01/03/2008 a 31/03/2008
01/02/2008 a 29/02/2008
01/01/2008 a 31/01/2008
01/12/2007 a 31/12/2007
01/11/2007 a 30/11/2007
01/10/2007 a 31/10/2007
01/09/2007 a 30/09/2007
01/08/2007 a 31/08/2007
01/07/2007 a 31/07/2007
01/06/2007 a 30/06/2007
01/04/2007 a 30/04/2007
01/03/2007 a 31/03/2007
01/01/2007 a 31/01/2007





Template inicial daqui
Modificado por mim
Imagens daqui e daqui


eXTReMe Tracker




Quarta-feira , 30 de Julho de 2008

Não sei onde foi que eu vi, não sei se foi gincana na televisão, não sei se foi em programa nacional ou internacional, nem sei quanto tempo faz que eu vi ou quantas vezes. O fato é que algum dia eu vi em algum lugar que as pessoas podiam ficar 1 hora num shopping, escolher uma loja, pra nessa 1 hora levar tudo o que pudessem carregar, de graça. Claro, sem carrinho, sem ajuda, sem arrastar, sem nada, só com seus braços, meia dúzia de sacolas ou o que achar melhor, e só. E daí quando desse 1 hora, tudo o que vc tinha conseguido pegar, podia levar sem pagar.

Sei que essas coisas nunca acontecem comigo, mas eu numa gincana dessas faria maravilhas. E sempre que vou no shopping, imagino em qual loja entraria e faria a festa em 1 hora. Sei que meus pensamentos já passaram pela Fnac, porque qualquer televisão daquelas de 50 e tantas polegadas de tela plana são levinhas, e eu vendendo uma daquelas ficaria com a maior grana. Mas, por outro lado, se eu não pudesse vender o que pegasse, eu ía me fartar mesmo é numa Saraiva Mega Store. E aí eu fico quase louca de pensar isso quando entro em uma, pra mim seria o verdadeiro paraíso, eu com muitos livros, cds, dvds de séries...... tudo de uma vez e de graça! Só que agora, pensando bem.... se um dia eu ganhasse uma promoção dessas, bem que podiam me avisar com antecedência, pra eu poder pesquisar quais livros são bons o suficiente pra eu trazer de graça, né??

E você, se tivesse 1 hora pra participar de um "pegue tudo o que puder", sem poder vender nada depois, em qual loja entraria, e o que levaria?

 

 

E, mudando de pato pra Lost....... agora a pouco:

Daniel (meu irmão) diz: quer trabalhar na Dharma?

Renata diz: ah, eu quero, dá o site pra eu mandar currículo.

 Aí, gente, que ele me deu. E aí tem umas orientações, uma mulherzinha que fala, e então que você clica na opção de ser voluntário para o novo projeto da Dharma. E o site te direciona para fazer testes, e assim dizer se você está apto ou não a isso. Sei que são algumas perguntas, algumas fotos pra você identificar, algumas situações pra você dizer o que faria. E no fim do teste, seus pontos são computados e te dizem se você passou ou não. E adivinha. EU PASSEI.

O fato é que agora estou pensando no que levar, porque vai que semana que vem alguém de lá vem me buscar? Lanterna, faca, meia dúzia de peças de roupa (quando que eu vou conseguir fazer uma mala com meia dúzia de peças de roupa?? nunca!!)... sei lá, preciso de uns sacos de batata pra socar e aprender a lutar, mais uns javalis pra aprender a caçar..... isqueiro! Não posso esquecer!!! Mas o fato é que eu tenho uma semana pra perder uns quilinhos, vou na cabelereira cortar as pontas, vou fazer as unhas......... porque adivinha???? EU VOU ENCONTRAR COM O SAWYER...... meu Deus, me segura...

 

PS1: Se você não entendeu bulhufas do que eu falei, relaxa. É porque você não assiste o Lost.

PS2: O site, pra quem quiser tentar a sorte! Se passar, me liga pra gente combinar.... http://www.dharmawantsyou.com/site/index.php

PS3: A pena é que está em inglês. Mas se você entende um pouquinho já dá pra ir lá brincar.

:: Postado por às 14h29
::
::
:: Enviar esta mensagem



Terça-feira , 29 de Julho de 2008

Aconteceu sem que eu percebesse. Claro, se tivesse percebido, não teria acontecido. O fato é que quando essas coisas acontecem, demoro um tempão pra perceber. Porque se fosse rápido, ainda daria tempo de salvar. Mas o fato é que eu perdi a minha calça.

Não, não sou do tipo que sai tirando a calça por aí e depois não sabe onde largou. E nem era uma calça tão preciosa assim, era preta, de moletom, sem elástico nas pernas. Isso quer dizer: confortável. É, porque ninguém merece calça de moletom com elástico no tornozelo, aquela coisa feia, aquele pezão. E era a minha única calça sem o elástico. E com a perna do tamanho da minha, porque vou te contar, é difícil ser uma mulher de 1,72m nesse Brasil onde a estatura média das mulheres é 1,60m. Um problema comprar roupa! As calças ficam curtas, vestidos de festa curtos. Eu nunca consegui comprar um vestido que cobrisse meu pé! Daí, aquela coisa: comprar alguns números maior, apertar aqui, ali, ali, acolá pra ver se eu consigo ter uma roupa de um comprimento decente. Olha, não é fácil essa vida. E essa calça tinha o comprimento certo.

Daí que num primeiro momento, que eu reparei que ela não estava no guarda-roupa (pessoa organizada que sou, cada roupa tem seu lugar específico, e se a calça não estava no cabide dela, é porque não está em lugar nenhum mais do meu quarto - faz um tempo já que a minha mãe não guarda mais minhas calças jeans na gaveta de calcinhas), sigo para o cesto de roupas pra passar. Nada. Varal (eu sei que faz tempo que usei, mas não custa olhar) nada. Daí, em último caso: os guarda-roupas alheios. É, porque lá em casa somos em 4 pessoas, e às vezes acontece aquela coisa incrível de sumir roupa e estar no guarda-roupa do outro. Coisa mágica. E o meu problema sempre foi com meias: as minhas têm que ser todas de florzinha, de bolinha, de bichinhos, de estrelinha, porque o dia que eu compro uma meia preta/cinza/marrom lisa, não dá outra. Uso uma vez só, vai pra lavar e depois eu nunca mais vejo. É, porque como eu disse no início, demoro a perceber que uma coisa se perdeu, e daí quando eu penso "puxa, e aquela minha meia preta, onde será que foi parar?" e daí inicio o processo de cesto de roupa/varal/armário alheio, e acho lá, na gaveta de meias do meu irmão. O legal é que ele deve achar que a fada do dente deixou uma meia nova na gaveta e usa dia sim dia não, então quando eu acho a meia ela já está desbotada, velha e cheia de bolinhas. E pra uma meia que foi comprada pra usar num pé 37, ser usado por um pé 46, sem condições de voltar à minha gaveta.

Mas então que eu procurei minuciosamente em todos os lugares, e não achei a minha calça preta de moletom e sem elástico nas pernas. E então me veio aquela sensação de vazio, de impotência, de tristeza. Alguém viu a minha calça preta? E agora eu vou usar o que nas tardes de domingo em casa???

:: Postado por às 11h16
::
::
:: Enviar esta mensagem



Segunda-feira , 28 de Julho de 2008

Batman Again - A Saga

Daí que ontem, eu lá, sem nada pra fazer, resolvi que ía tentar ver novamente o filme que dizem ser o maior sucesso e eu dormi. Tá. Ciente das filas quilométricas dos cinemas, procurei na internet um horário mais cedo, em que supostamente as pessoas deveriam estar almoçando, ou então no parque do Ibirapuera. É, porque ontem fez um dia bonito, e sabe praia em feriado prolongado? Então. Igualzinho ao Ibirapuera em domingo de sol. Você tem que pedir licença a cada pedalada da sua bicicleta, se não quiser atropelar os inúmeros cachorros e crianças em carrinhos, e bicicletas, patins, skates e o povo que acha que sair de domingo, correr meia hora no parque e terminar atolado no sorvete é algum exercício físico que emagreça.

Bom, mas daí que lá fui eu, querendo pegar a sessão das 15:10h. Ha. Dei de cara com um estacionamento lotado, CINCO pisos com vagas minúsculas em que você sai do carro pelos 10 cm que sobram entre a sua porta e o pilar/outro carro, e ainda sai rezando pra que quando você chegar não tenha um belo de um risco no seu carro, decorrente de uma provável VACA que nem ligou que seu carro estava do lado dela e abriu a porta com tudo na sua lataria. Aiai, que a justiça divina se encarregue disso, porque o shopping alega que "você não tem provas que isso aconteceu dentro do estabelecimento." Mas isso é assunto passado, voltando ao dia de ontem: e então que eu estava lá naquela maravilha tentando achar uma única vaga, e olhando os carros na minha frente se matando pra pegar alguma que por acaso surgia, era carro na contra-mão, era uns querendo estacionar em cima dos outros.... bem "welcome to the jungle" mesmo. Mas daí que por milagre, desci para o outro piso, onde pude escolher com mais paz de espírito onde eu queria estacionar.

Ah, dentro do shopping. E foi aí que eu pensei que se o Ibirapuera estivesse cheio (lógico que estava) e contando mais o pessoal de dentro do shopping, se estapeando nas filas de comida, na fila do sorvete, na fila dos bancos.... eu concluí que realmente esse mundo tá cheio demais. E se eu tivesse umas sessões de entrevista com Deus, avisaria que tá na hora de fazer um novo dilúvio. Melhor você já ir pegando seu bote/bóias de braço/caiaque/pneu/patinho, se quiser sobreviver.

E então, que subindo a escada rolante, eu tive a visão do inferno. O povo se estapeando, dessa vez na fila do ingresso do cinema, logo ao lado do povo se estapeando na fila da entrada das salas. E daí eu vi que não adiantou nada eu ter escolhido uma sessão quase na hora do almoço. Ok, vamos comprar ingresso para o filme daqui 2 horas e meia, e daí ficamos espertos na hora em que estiverem formando a fila. Eu não ía mesmo assistir o filme na primeira fileira do cinema. Já me basta da primeira vez que dormi, sair de um filme de 3 horas assistido da primeira fileira me causaria no mínimo um torcicolo. Sem condições. Tá. Compramos os ingressos e sentamos lá. Vendo o pessoal passar pra lá e pra cá, chegamos à conclusão de que é o maior barato ver o estilo das pessoas que "acham" que têm muito dinheiro, mas na verdade não é bem assim. Daí querem sair de casa num domingo à tarde, cheio de sol, com estilo, abrem o guarda-roupa e começam a vestir umas peças de roupa em cima de outras, mais uns lenços e boinas e bijuterias... ha. Mas isso é assunto pra outro post. Voltaremos à saga Batman.

"Moça, por favor, dá pra você me dizer mais ou menos o horário que será formada a fila do Batman?" É, porque de repente o pessoal saia no maior vuco-vuco e quando eu via, estava sendo formada uma fila. Assim, sem anunciarem nem nada. "Mais ou menos 40 minutos antes do filme, vão anunciar." Tá, e eu sou o coelhinho da Páscoa. Sentei lá e voltei a ver o movimento. E então, sem anunciação nenhuma, meia hora antes do filme começar, eu vi um aglomerado de pessoas, porque no espaço das filas já não tinha mais lugar. E fui perguntar. "Ah, essa é a fila do Batman". Ótimo. Realmente eles devem ter anunciado pra Deus, porque eu não ouvi. Depois de uns 15 minutos que eu já estava na fila, anunciaram.  Ok. O bom foi que a fila do Batman mesmo era só o aglomerado. Umas 30 pessoas. E o bom é que do aglomerado fez-se uma fila, bonitinha, mesmo fora do lugar específico. Que bom. Posicionei-me atrás das pessoas, e esperei calmamente. E então, não sei se porque estávamos em lugar estratégico, ou porque somos bonitos mesmo, mas TODAS AS PESSOAS que chegavam, perguntavam pra nós qual era o filme para o qual essa fila tinha sido formada. E nós informávamos, com bom humor. E então que desocupou lá um lugar para a fila ficar, e lá fomos nós, ainda em fila, seguindo enquando o funcionário do cinema destacava nossos ingressos. E então que chegou a minha vez, e bem aí, veio uma fulana dos quintos dos infernos, pra entrar na minha frente. Ela não podia ter escolhido lugar melhor pra furar a fila. Veio entrando assim, como se nada tivesse acontecido, com o ingresso na mão..... ahhh....... eu olhei bem pra cara dela e falei "Tem fila, viu? não sei se você reparou." "Ah, mas não sei quem que me mandou vir aqui, porque eu tava na fila errada...." "Cada um com seus problemas, na minha frente você não vai entrar, se quiser se entenda com TODO esse pessoal aí atrás, que se você não reparou, está em fila." Daí que não deixei ela passar e entrei calmamente no meu lugar. E ela ficou lá espraguejando com não sei quem, que eu não deixei ela entrar, junto com não sei mais quem, que reclamou que informei o filme errado.

Agora: problema SEU se você é uma anta e entra na fila errada no cinema. Quem está na fila certa tem o direito porque chegou mais cedo, porque é mais esperto e porque consegue achar a fila para o filme que vai assistir. Nada mais justo. O que? Você é uma besta que sai entrando em qualquer fila? Tem mais é que ir pro fim da fila quando você a achar, pra aprender a ser mais esperto. Outra: eu respondi de muito bom humor para as pessoas que vieram perguntar, de qual filme era a fila em que eu estava. E respondi certo, não tenho motivos pra não fazê-lo. Agora, se eu falei uma coisa e a anta entendeu outra, problema dela. E mais: eu não uso uniforme do cinema, portanto, não tenho obrigação nenhuma de responder qual fila é de qual filme. De novo, errada ela.

Bom, entrei feliz e contente enquanto a indivídua reclamava lá alguma coisa que eu felizmente não ouvi o que era, sentei felizinha num lugar legal, vi o filme na maior felicidade, mais ainda porque de novo comecei a ter sono (esse filme é meio monótono no começo), mas dessa vez eu estava equipada com balinhas. Enquanto o ser come, não consegue dormir. Ótimo. Daí que adorei, pena que o cara morreu, porque agora nunca mais os Coringas serão tão bons quanto ele. Já tou achando de deviam matar o personagem lendário das HQs só porque o ator do filme morreu.. rsrs..

Ah, maravilha. Três horas depois, vamos pra casa. Pessoal se matando na fila pra pagar estacionamento, pessoal se matando nas filas dos elevadores dos estacionamentos. Fui de escada, feliz assim. Nenhum risco de porta na minha lataria, melhor ainda. Ah, vamos descer as rampas pra ir embora. Trânsito. Parado. E aí os espíritos de porco, buzinando! Dentro do estacionamento, lugar fechado, maior eco. Agora me diz: não dá vontade de sair do carro e ir socando cada um? Ah, dá. Vontade de pegar uma faca, enfiar na boca deles e dizer "Let's put a smile on that face!" hehe. Ok, continuávamos parados. E aí é assim: a saída mais perto do estacionamento tem só duas cancelas. Uma delas está quebrada (aposto que foi alguma anta que levou a cancela) e provavelmente na outra, tinha alguém empacado lá, não deixando os outros saírem. Simples assim. Agora, antes de chegar lá no empacamento da anta, o primeiro andar do estacionamento dá acesso às outras saídas do shopping, com mais ou menos 10 cancelas. E aí, não sei por que cargas d'água as pessoas não andavam pra sair do outro lado! Foi então que eu vi, quando cheguei perto do primeiro andar, um funcionário orientando para que as pessoas saíssem do outro lado. E falou alguma coisa pra uma mulher que estava na fila empacada, pra sair dali e dar passagem para os outros, e ela respondeu alguma coisa e continuou ali. E pronto. A sorte foi que os outros dois carros que estavam entre ela e eu, seguiram para o outro lado, que eu também pude ir. Mas atrás de mim não veio mais ninguém, porque a besta humana que estava atrás de mim também provavelmente respondeu "não, eu quero sair por essa saída porque é mais bonita" (com vergonha de dizer que não sabe onde é a outra saída ou porque tem medo de sair na Marginal Pinheiros porque não sabe dirigir, ou ainda, porque achou que o cara tava tirando uma com a cara dela e era mentira a existência de outra saída, ele queria mesmo era ver ela andando em círculos pelo estacionamento). E daí empacou o resto da fila, até o fim.

Legal, sabe. Legal ver o prazer que os estrupícios do mundo têm em atrapalhar a vida alheia. Em reclamar, em empacar, em ensurdecer as outras pessoas, em tentar ser mais esperto enquanto alguém que tenta seguir as regras fica lá quietinho em seu lugar. E pensar que quase todo mundo no mundo é assim....

Santa encheção de saco, Batman...

:: Postado por às 12h00
::
::
:: Enviar esta mensagem



Terça-feira , 22 de Julho de 2008

Eu achei que fosse um ser normal. Até a Srta Diazepan me recomendar um meme sobre bizarrices da minha pessoa. Recomendar E dizer que sou estranha. Veja bem a impressão que eu passo para as pessoas. Deve ser por isso que eu tou encalhada nessa altura do campeonato. Mas eu digo que é pior pra eles, que não sabem o que estão perdendo. Uma pessoa estranha é bem mais divertida do que uma normal. Ah, coisa chata ser normal...

Tá, foi difícil. Apontar as bizarrices alheias é bem mais fácil do que olhar pro próprio umbigo e pensar se aquilo que você faz é normal ou deixa de ser. Mas eu tentei:

1 - Eu acho legal abraçar árvores. Não sou hippie, nem filha de, nem neta de. Mas é que eu acho gostoso, você estica assim os braços e nem sempre consegue juntar as mãos do outro lado. Tremendo exercício de alongamento, e sabe como é, essa coisa de estar encalhada realmente pega.

2 - Não gosto de banana muito madura, nem miojo muito cozido, nem nada que seja muito mole (e o engraçadinho que fizer piadinha nos comentários me espera na saída). O fato é que se no pacote de miojo estiver falando que o mesmo fica pronto em 3 minutos, o meu fica em 1 minuto e meio. Quase cru. E o bom é que não engorda...

3 - Eu gosto de arrumar o guarda-roupa. Parece normal? Uma vez por mês. Ainda te parece normal??

4 - Guardo os papéis de presentes que ganho. Mas é por um bom motivo: no próximo Natal, eu vou embrulhar meus presentes para as pessoas. E vou fazer aqueles pacotes que você abre, abre, abre e tira papel daqui, e tira papel dali, e o presente mesmo não chega nunca. Então eu tenho a minha coleção de papéis de presente usados durante todo o ano, pra embrulhar um presente pra um coitado de um infeliz que vai demorar meia hora pra abrir quando o Natal chegar. Legal. A dona da casa ama a papelada jogada no chão...

5 - Eu faço provas de trás pra frente. Sempre foi assim, eu nunca tenho paciência de começar pela questão número 1, sempre acho que a 50 é mais interessante...

6 - Gosto de escutar quase tudo que dizem ao redor de mim. Num almoço de família, meia dúzia de conversas isoladas, eu procuro escutar todas. A conclusão é que procurando ouvir todas, eu não presto atenção em nenhuma, nem na que estão falando comigo. E aí na ânsia de saber de tudo, não fico sabendo de nada. E a pessoa que fala comigo realmente teria mais sucesso se falasse com as paredes.

7 - Quando vou comprar alguma roupa, eu só provo duas vezes. Se passar de duas vezes e mesmo assim eu não me decidir, ou compro sem provar, ou não compro. Inclusive vestido de festa. Provei a primeira vez, "ah, que lindo", provei segunda vez "nossa, ficou bom" e se, por acaso, eu tiver que provar uma terceira "tá ridículo, tá horrível, tou gorda". É, porque eu começo a suar, e o treco começa a melar, e o pano começa a grudar, que a partir daí eu vou achar tudo horrível.

8 - Eu fico agoniada quando tem alguém chacoalhando a perna perto de mim. É, porque eu acho que quem chacoalha a perna tem problema, e você já reparou que isso pega? Pega! O fulano tá chacoalhando, e quando você vê, está também! E gente, sério: qual é o fundamento de chacoalhar a perna? Quase todo mundo chacoalha, e eu odeio isso. Então, se for alguém conhecido, eu seguro a perna da pessoa para que pare com isso. E se não for, eu saio de perto, antes que fique louca.

9 - Quando acaba a luz e eu não tenho nada pra fazer a não ser olhar a vela acesa: passo a mão no cabelo, tiro meus fios soltos (não arranco não, eu já tou ficando careca!), e vou queimá-los. É divertido, você vê o cabelo se contorcendo, agonizando. Ha. Eu não sou normal... rs

10 - Eu ponho o arroz em cima do feijão. E acho o cúmulo quem faz isso ao contrário. Aqueles grãos de feijão em cima do arroz, coisa feia. Bonito é fazer a ilha de arroz, no mar de feijão. Aí sim. E ah, não misturo a comida no prato. Eu separo tudo, pra ficar bonitinho, e arrumo no garfo conforme como. Mas conheço um monte de gente que faz prato de pedreiro por aí...

11 - Não consigo dormir se não tiver alguma coisa pra cobrir. Pode estar calor de 40 graus, mas eu preciso de um cobertor.

12 - Eu não abaixo as calças completamente quando estou no banheiro. Sei lá, maior frio nas pernas. Mas sei que a maioria do povo deixa a calça lá no pé. Esse povo não sente frio, será?

13 - Não fale comigo de manhã. Via msn pode, mas se eu tiver que abrir a boca e literalmente FALAR nas duas horas seguintes ao fato de eu ter acordado, eu não vou gostar.

14 - E ah... eu falo sozinha... mas isso é normal, vai...

 

E eu vou recomendar: tia Sissi, Taty e Jana, tão anormais e bizarras nesse mundo quanto eu... hoho.

 

:: Postado por às 11h04
::
::
:: Enviar esta mensagem



Segunda-feira , 21 de Julho de 2008

Fim de semana, maravilha. O que fazer? Eu fui ao cinema. Batman, claro, que eu queria MUITO ver. Só que assim como eu, mais o resto do mundo todo. Shopping lotado, pessoal saindo a tapa pra conseguir vaga pra estacionar, fila quilométrica, muito tempo em pé, e só a sessão da meia-noite e dez disponível. Bem, já estávamos lá. O jeito é ver essa. E venho por meio deste declarar que:

- Eu acho que as poltronas de cinema deviam ter uma extensão reclinável pra pôr os pés, uma coisa mais confortável, pra esticar as pernas, umas almofadinhas e tal e acho que deviam abaixar um pouco o volume, sabem como é, aqueles picos de som durante o filme meio que atrapalha.

- E acho que se a pessoa dorme no filme, devia ganhar o ingresso pra ir de novo. É, porque a sessão da meia-noite e dez realmente não é o meu forte. Sei que o filme acabou 3 horas da madrugada, e eu incomodada com a minha perna que doía, mas dormindo feito um anjo, se não fossem os aumentos de volume durante o filme.

- Se o filme é bom? Não sei, deve ser. Sei que a maquiagem do Coringa tava ótima, a interpretação mais ainda, mas o fato é que se você pensa que um personagem de roupa preta e voz modificada por aparelho seja Darth Vader, se engana profundamente. O Batman invejou o cara e agora também tem seus efeitos na voz. E pelos picos de som que me acordavam durante o filme, deve ter sido bom. Eu acho.

- O fato é que, se você é ator de cinema e quer promover seu filme, morra. Sério, não tem propaganda melhor. Mas tem que ser uma morte misteriosa, não vai morrer de pneumonia que não adianta. Morra, e espere a superbilheteria, os sucessos de crítica, o oscar. Pena que morto você não vai poder aproveitar os coquetéis oferecidos aos premiados....

- Sei que na saída do cinema, tinha uma mulherada lá reclamando que o filme não era bom, mas pelo pouco que vi, posso afirmar que certas coisas não foram feitas para certos tipos de pessoas no mundo. Acho que além da censura de idade, devia ter indicação, tipo "recomendado para pessoas que têm cérebro e senso crítico de análise, se não é o caso, favor ver High School Musical."

PS: Dormir em cinema, ou até mesmo em filme visto em casa, é muito raro no meu caso. Muito mesmo. Porque eu odeio perder o filme, acho que se a gente aluga, se paga pra ver, tem mais é que assistir. Mas esse já é o segundo caso, em cinema que fui assistir a sessão depois da meia-noite. E já sei que esse horário não é pra mim. Ódio de ter perdido o filme!

PS2: Alguém quer ir comigo, pra eu tentar ver de novo???

:: Postado por às 11h57
::
::
:: Enviar esta mensagem



Sexta-feira , 18 de Julho de 2008

Ah, o amadurecimento.... deve ser aos 20 anos e tralalá que a gente se dá mesmo conta do nosso papel no mundo. As mulheres, né? Porque a maioria dos homens nem se dá conta. Mas daí que eu já me localizei nesse mundão. Já sei pra que vim. E isso é mesmo um assunto profundo, você já pensou qual a causa/motivo/razão ou circunstância da sua presença nesse mundinho de Deus? Eu já. Eu vim ao mundo pra exercer a paciência. Verdade. E isso nem é o pior, o negócio é que tudo e todos à minha volta conspiram para que eu tenha que exercê-la. E aí o negócio piora de vez. É como se as pessoas combinassem, enquanto durmo, para que meu dia seguinte seja o máximo de irritante possível, para que eu exercite todo o tempo a minha função de paciência na Terra. E o pior é que conseguem. Hoje o papel ficou por conta também das operadoras de serviço. Ah, que beleza que é a tecnologia. Celular, internet, tv a cabo. Maravilha. Temos que pagar as contas, afinal tudo tem seu preço, e na minha opinião, é justo. O que não é justo é o pagamento dos funcionários que executam serviços FUNDAMENTAIS pra quem mora nessa cidade cheia e maluca. Pensa bem, que um carteiro anda horrores só pra ir na sua casa entregar um mísero de um boleto, que se você não pagar na data certa vai te dar uma dor de cabeça dos infernos. E eu confesso que nem me atentei a respeito da real reivindicação dos correios, mas acho que não importa, um serviço fundamental desse não pode parar nessa cidade! E o governo não entra em acordo com eles por que? Ah, porque senão esse dinheiro a mais vai fazer falta no bolso dos bandidos de colarinho branco, claro. Pra nós, para os funcionários do correio, pode ser um dinheirão. Mas vai perguntar pro Daniel Dantas se ele não acha uma merreca. Enfim, merreca sim, merreca não, faz falta no montante anual que os bambambans da vida roubam todos os dias dos nossos bolsos. Aliás, vocês viram que confundiram o Daniel Dantas, ator de novela, com o verdadeiro sem-vergonha? Esse país é uma palhaçada. E aí, eu, reles mortal, que tenho que dar um jeito de botar (é, feito galinha) um boleto para pagamento de cada uma das minhas contas, vou apelar pra que? Pra internet, claro. Essa maravilha da modernidade. E aí eu descubro que a modernidade é sim uma maravilha, pena que esteja na mão de gente tão incompetente, que não consegue pensar que numa cidade onde quem anda mais devagar voa, TEM que oferecer serviço de acordo com a demanda. Mas não. O serviço funciona só para duas ou três pessoas. E quando TODO MUNDO precisa, dá pau, o serviço não atende. Lindo, né? Foi isso que aconteceu com o Speedy que caiu esses dias atrás e deixou a cidade quase que parada. Ah, vai ser incompetente assim nos quintos dos infernos! Sorte deles que eu não sou ninguém que tenha voz ativa nesse mundo.

:: Postado por às 13h31
::
::
:: Enviar esta mensagem



Quarta-feira , 16 de Julho de 2008

Do que a gente quer ser quando crescer...

Eu queria ser bailarina. Sério. Pensava nos frufrus cor-de-rosa, e era maria-vai-com-as-outras. Toda menina queria ser bailarina quando crescesse, na minha época. Veja bem, eu, Grinch desse jeito, bailarina. Ha. Lembram de uma novela que teve aí há um tempo atrás, que tinha uma mãe que obrigava a filha a ser bailarina? E a menina não queria, queria mesmo é atolar nos sanduíches e sorvetes, mas era obrigada a viver de alface e então a mãe pegava ela escondida no armário comendo sanduíche? Então. Eu. A diferença é que ela era obrigada, e euzinha, por vontade própria, na primeira aula de ballet, nos plie da vida, já vejo a professora lá "Renata, sparcat!" "Quem, eu? Ha. Tchau, te vejo no Mc Donalds...."

Naquela época, as meninas queriam ser bailarinas, e os meninos, autronautas. Veja bem. Que PORRE que deve ser a vida de um astronauta. É, porque sair da Terra é mesmo só em último caso, e mesmo assim já vai despedindo dos parentes, porque não se sabe se você volta vivo. Nem se volta. Então, a maior parte do tempo um astronauta passa treinando. Treinando o que? Os botõezinhos pra apertar? Dormir em cápsula? Vestir aquela roupa quente? Flutuar? Veja bem que ENJÔO que deve dar num indivíduo que passa a vida flutuando pra lá e pra cá. Ah, não. Que? Comida em forma de pasta de dente? Tá. Vê aí um número 5 com batata grande e suco e uva e mais um nuggets com 6, molho caipira pra acompanhar. Em pasta? Não, sem condições.

Jogador de futebol, cantor, atriz. Hoje as ambições são outras. E daí a gente vê pela tv gente que passa horas em filas quilométricas pra ir lá cantar, dançar, representar, sapatear e assoviar chupando cana, pra ver se consegue ser um High School Musical da vida. Eu acho divertido, morro de rir com aquele ídolos. Mas admiro quem tem ambições mais reais. Há muito tempo atrás, um indivíduo veio me contar que quando era criança, a professora pediu pra desenhar o que cada um quisesse ser quando crescesse. E que ele queria ser piloto de Fórmula 1, mas como não sabía desenhar um carro de corrida, desenhou um caminhão. "É, professora, eu sempre quis ser caminhoneiro."

:: Postado por às 14h08
::
::
:: Enviar esta mensagem



Segunda-feira , 14 de Julho de 2008

Não, não morri. Nem fui abduzida. Mas eu tava lá, no alto da montanha de uma cidadezinha do interior, pra lá das 10 horas da noite, vendo tv. E eu, paulistana do trânsito como sou, estranho essas coisas assim de silêncio do interior, sabem. Verdade, essa coisa assim de ouvir o nada me deixa com coisas. Mas daí que eu tava lá, com meu irmão, vendo sei lá o que na tv que eu nem lembro mais. Lá fora o silêncio aterrorizante. E daí que eu ouço passos. "Theck, tcheck, tcheck" lá fora. Mas não era tão lá fora assim, era ali, há três ou quatro passos de mim, exatamente do lado de fora da porta da sala, no quintal. É, pra cá do muro, e pra lá da porta da sala. "Tcheck, tcheck, tcheck" (fazia tcheck-tcheck porque é interior, tem grama lá fora, tem folhas das árvores que caem, e se você for prestar atenção, quando a gente pisa em folhas de árvores secas, faz tcheck-tcheck, ué). Tá. Eu ouvi a primeira vez e pensei "ah, tou ouvindo coisas, deixa eu voltar para a tv e ver isso aqui que eu nem lembro mais que tá passando, afinal esses barulhos de passos lá fora já tiraram toda a minha atenção". Beleza. "Tcheck, tcheck, tcheck. TCHECK, TCHECK, TCHECK! Tchecktchecktchecktcheck." Aí meu irmão olhou pra minha cara. Olhos esbugalhados. E eu sussurrando pra ele "tá ouvindo alguém andando lá fora??" Ele balançou a cabeça que sim. Pronto, tava feito o pânico. Os dois paralisados no sofá, olhando para a porta de vidro, esperando um vulto passar. É, porque estava MUITO próximo o barulho. E nesses 5 minutos que pareceram 50, eu pensava: "mas puxa vida, nessa cidade em que nada acontece, que escurece e não se vê mais ninguém na rua, parece que a cidade dorme com o sol, e que TODO mundo fala que é tranquila, não tem ladrão, as casas têm muro só pra enfeite, todo mundo se conhece, Minas Gerais, caramba! Pão de queijo e tal, com tanta comida boa POR QUE RAIOS só porque hoje estou aqui tem um ladrão exatamente hoje e exatamente rondando a casa em que eu estou????" Tá. Ladrão, beleza. Vai roubar o que? O tapete? O sofá das Casas Bahia? Ha. Quero ver esse ladrão com o sofá pesado nas costas. É, ele pode roubar as beliches. Vai ser divertido também. E o barulho diminuiu. Hora de desparalizar do sofá e ir olhar pelas frestas das janelas, ver o tamanho do ladrão. "Dan, pode ser um cachorro!" "Cachorro? Tá louca? Isso é passo pesado, só se esse cachorro pesar mais de 50 quilos" MEDO. Fui olhar na cozinha, onde os vidros não são mesclados, dá pra ver do outro lado. ESCURIDÃO. Ê beleza, cidade do interior tem só 2 postes de luz por rua! Eu olhando a escuridão, e pensando "seja lá o que estiver lá fora, tá me vendo e eu não consigo ver." Ha. Vou olhar da veneziana da janela. E então enquanto eu olhava pelas frestas, comecei a pensar que a casa é relativamente perto do cemitério. "Ah, eu no escuro, interior, e um fantasma. Era só o que me faltava. Mas ok, fantasma também não tem massa. Então não pode ter pisadas pesadas. Pô, fantasma não flutuava? Ok, o fantasma tá descartado. Vixe, e aquela história que a prima tava contando, do primo do amigo do vizinho do cunhado do padrasto do fulano, que virou lobisomem? Ahhh, pronto. Eu e o lobisomem, xuxu beleza. Será que eu consigo tirar uma foto? Mas ele vai querer o que de mim? Chupar meu sangue? Não, isso é vampiro que faz. Mas pensando bem, e se for um CHUPA CABRA??? AAAAAAAhhh que cara será que isso tem? MEDO. Mas em Minas nem tem cabra, tem? Eu nunca vi não. Minas tem é ET. Mas Varginha fica lááááá longe. Será que o ET veio de ônibus?" E então que eu, insanamente pensando tudo isso enquando espiava a janela, acordei meus pais, que estavam dormindo ali. Haha. Pensaram que assombração era eu, em pé no meio do quarto, olhando pra janela, mais meu irmão em pé na porta, pra avisar caso o chupa cabra entrasse pela sala. Cara amassada de quem acha que o mundo está de ponta-cabeça: "Quié que raios vocês estão fazendo?" "Nós estamos ouvindo alguém lá fora" Tá. Levantaram. Toca abrir a casa, acender as luzes, andar lá fora, o frio congelante da cidade que fica próxima à serra da Mantiqueira. "Ó, não tem nada, deve ter sido alguém na rua, aqui é alto da montanha, faz eco, eu vou dormir". Certo. Foram dormir. Casa fechada, luzes apagadas. Eu e meu irmão na sala, tv ligada. Tá, não tem nada. Passa meia hora. E a gente escuta o barulho de alguém abrindo o portão. Ah, pelamordedeus. Sabe QUANDO que eu vou morar num lugar silencioso e tranquilo? Mas nunquinha!! Eu AMO São Paulo, amo meu trânsito, o barulho do ônibus descendo a rua de madrugada, o louvor dos crentes no último volume na igreja da esquina, o vizinho que escuta Calypso. Os adolescentes voltando da balada às 4h da matina e gritando pela rua. Ah, maravilha. Aqui é o meu lugar.

PS: O meu projeto 365 days está atrasado porque o computador de casa resolveu dar pau. E nesse meio tempo de vai pra assistência técnica e volta, formata e reinstala arquivos, o programa que baixa minhas fotos fica instalado só lá, então até que eu o reinstale, não dá pra carregar as últimas fotos tiradas. Well, pretendo solucionar esse problema ainda hoje.

:: Postado por às 11h31
::
::
:: Enviar esta mensagem



Sexta-feira , 04 de Julho de 2008

Aí que passado o apagão da internet, eu voltei. Acho legal, sabe. Calor humano até nos problemas sociais. Eu também ía gostar de ter uma empresa líder de mercado, e de repente acordar pensando "puxa, acho que hoje eu vou suspender esse serviço aqui só pra ver o quanto a população necessita de mim" e aí... PUF! Bom, que bom que eu não trabalho num Poupa Tempo... sexta-feira das trevas a desse povo, coitados.

E então que vamos ao assunto que me trouxe aqui: Quarta-feira fui assistir o WALL-E. E venho por meio deste declarar que foi um dos melhores filmes que eu já vi. Talvez por ser animação, talvez por ter tantos detalhes, talvez por se tratar de uma opinião sobre um futuro cada vez mais próximo, mas o mais provável é que seja mesmo por ser um filme muito do FOFO. Numa época em que leio e ouço muito a respeito de falta de amor, de materialismo, de relações por interesse, o filme trata de um relacionamento entre robôs (veja bem, por enquanto, seres irracionais), num tempo em que a vida já não existe mais na Terra. E o plano de fundo de todo esse romantismo é justamente o desapego de conforto e tecnologia para o foco em relações humanas e vontade de recomeçar e reconstruir. Gostei, viu. Gostei muito mesmo. E recomendo a todo mundo. Acredito que as meninas vão gostar mais, por causa de todo o romantismo e tal, mas a não ser que você seja um rapaz muito do metido a macho (aliás, tá fazendo o que aqui??), pode ir lá que você também vai gostar.

:: Postado por às 10h58
::
::
:: Enviar esta mensagem



Quarta-feira , 02 de Julho de 2008

Eu não ía nem postar hoje. Mas quando a gente pensa "puxa, olha como hoje eu não tenho assunto", vem alguém do além e muda tudo.

Seguinte: estava eu calmamente em meu msn hoje, quando em plenas 10 horas da manhã entrou um amigo que há muito tempo não vejo. E então a conversa se desenrolou normalmente, com aquela coisa de "pô, Rê, e aí, como você tá?" Até que eu perguntei pra ele como vai a vida de casado e ele me retornou perguntando se eu casei/estou noiva/amante/namorando/ficando/dando uns amassos/tico-tico no fubá. Eu, calmamente, respondi que não (algum mal nisso??). E então ele começou a perguntar se eu transava no primeiro encontro.

Agora vejam bem: eu não tenho nada contra quem sai por aí dando pra tudo e pra todos. Acho legal, puxa, que bom que você se diverte, faz as pessoas felizes e sai satisfeita no fim da noite. Ótimo pra você. Eu não vou deixar de ser sua amiga só porque você tem esse seu jeito peculiar de ser, mesmo porque o tanto que vc dá e pra quem dá não me interessa. Eu não sou assim, mas acho que cada um é cada um, e que ía ficar chato se todo mundo pensasse e agisse igual no mundo.

Tá que o amigo tentou me convencer que dar o fiofó pro primeiro que passar me ajudaria a achar um namorado. Certo. Peraí que eu vou ali na rua e já volto. Ah, me poupe. Primeiro que eu não tou desesperada pra sair namorando o primeiro que passar. Nem o segundo, nem o terceiro. O décimo nono, talvez, e mesmo assim só se ele tiver no mínimo as covinhas e todo o corpo atlético do Sawyer. Segundo que DESDE QUANDO, meu Deus, que dar os fundos influencia em namorar/não namorar com alguém? Eu acho que se tiver que ser, se aparecer uma pessoa legal, vai me respeitar como sou, meus gostos e vontades, e vai querer namorar, comigo dando ou não dando no primeiro encontro. E terceiro: quié que o povo tem que querer discutir as minhas partes baixas em plenas 10 horas de uma quarta-feira? Onde é que esse mundo vai parar???

:: Postado por às 12h54
::
::
:: Enviar esta mensagem



Terça-feira , 01 de Julho de 2008

Sobre bancos: super legal dia desses que eu fui no Banco Real. Tinha várias fileiras de cadeiras no caixa, e lá a coisa funciona assim: você chega, aperta o botão da senha, pega seu papel (sempre no mínimo com 40 números acima do último que foi chamado pra atendimento), senta lá e espera toda vida. E fica olhando os DOIS caixas lerdamente atenderem todo o público. E então você repara. Próxima senha: 529. A sua é só 161, e então vê um idoso se aproximar, bem lentamente, bem lentamente. Tira aquela sacola do Carrefour de baixo do braço, onde existem nada mais nada menos que milhões de moedinhas de 5 centavos que a caixa tartaruga vai contar uma por uma. Ótimo. Nessas horas eu sinto que todos os idosos do mundo se encontram no mesmo recinto que eu. Sério. Eles brotam da terra, não é possível. Se multiplicam tipo gremilins, só pode ser. Certo, ainda nos resta o outro caixa. Que tem uma mulher com a bunda caída (é, pq vc senta lá e fica analisando a bunda alheia) que juntou todas as contas dela, da mãe, da irmã, da vizinha, do cunhado, da prima. E foi pagar tudo de uma vez só. E bem na sua frente. Sabe Banco Real? Que tem as taxas com valor de quase o dobro do que as taxas dos outros bancos? Então. Daí que ontem foi legal. Chegou um motoqueiro, alto, magro. Querendo falar com o gerente. E eu lá pensando "ah, mais um que vai querer perguntar pro caixa como é que calcula a taxa do imposto sobre alguma coisa bem inútil, como muitos que não pegam senha e simplesmente saem perguntando e empacando a vida de quem tem senha e tem que esperar a sua vez". E ele, quando o gerente chegou: "Escuta. Eu peguei o número 180, tá no 130 aqui. Você acha que eu tenho tempo pra ficar aqui esperando ser atendido por um banco que tem 2 caixas que trabalham lentamente assim, e mesmo assim um deles é preferencial? Você acha que um serviço bem prestado é um serviço que eu tenho que esperar UMA HORA pra ser atendido? Olha o tanto de gente que tem ali sentado esperando. Agora olha a velocidade em que os caixas trabalham. Agora me diz uma coisa: você se sente orgulhoso de gerenciar uma coisa assim? Ah, tá nervoso? Se você tá nervoso, imagina eu."               Gostei, viu. Gostei mesmo.

Mas, mudando de pato pra ganso: ATENÇÃO: daqui pra baixo esse post contém SPOILER (palavra que vem do verbo "to spoil", estragar. Pode ser traduzida como "estraga-prazeres" ou "desmancha-prazeres", e é usada para definir revelações de fatos importantes da trama de filmes, televisão, livros, jogos e etc, que, na maioria das vezes, prejudica ou arruína completamente sua apreciação pela primeira vez.)

ATENÇÃO 2: Carol, não leia. Sei lá, vai ler um livro, ler outro blog (e se quiser insistir, faz de conta que não leu, hein... eu nego tudo até a morte)... depois seu Daykerson vem tirar satisfação, e aí já viu...

Sobre Lost: Seguinte, ontem acabou a quarta temporada na tv, e eu quase morri. Juro. Porque, vejam bem, o Sawyer tava todo feliz e contente vindo pra casa de helicóptero e então só porque o sr. Jack deu um piti lá na hora, meu bonitão deu um beijo na boca da cocó da Kate, deu um sorrisinho lindo e cheio de covinhas, e se jogou. SE JOGOU! E eu quase tive um treco. Eu já tava prevendo mesmo que ele ía entrar no helicóptero, chegar até o navio, dar o lugar dele para a Sun e explodir com a bomba. Ok, menos mal, ele se jogou no mar e não morreu por culpa do chiliquento do Jack, como o coitadinho do Jin. Mas MEU DEUS, eu pulava junto! Juro!!! Agora, vejam bem, nadou até a praia, lindo e cheio de toda aquela força física que Deus lhe deu. Chegou lá, deu mais um sorrisinho cheio de covinhas e disse que tava a fim de nadar e foi aproveitar a água. E eu sinceramente não sei por que não me aparece um desses na minha porta, sério. Agora tá lá, meu lindo, numa ilha que simplesmente mudou de lugar e ninguém sabe pra onde, e com quem? Com a loira aguada! E quando ela viu que ele chegou, já fez a maior cara de tarada. Claro, vai aproveitar, né. Não é boba nem nada. Vida injusta, viu.... vou te contar...

:: Postado por às 16h37
::
::
:: Enviar esta mensagem