Filha, neta, irmã, sobrinha, prima. Inconstante, inexperiente, inconformada. Preocupada, exagerada, nervosa, ansiosa, irritada. Responsável, mas com uma pontinha de vontade de esquecer disso às vezes.
Só vontade mesmo. Chata. Perfeccionista, egoísta, impaciente, nojenta.
Vontade de ser individualista e auto-suficiente, mas todo mundo precisa de mais alguém pra ser um pouco mais feliz na vida. Amiga de gente aqui e ali.
E então prestativa, conselheira, caridosa. Humor sarcástico, mas ainda assim, humor.
Pré-balzaquiana, encalhada, careca e de regime (sempre), por sinal.


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Quarta-feira , 30 de Abril de 2008

Aí que a Carol falou, e eu gostei da idéia e copiei. Não sei mesmo o que há comigo essa semana, sei que estou com síndrome de máquina de xerox. Bom é que felizmente a semana termina hoje, e que semana que vem continuaremos com a nossa programação normal - insana, porém de autoria própria. Bom, mas aí que a Carol falou sobre as 5 criaturas nefastas que ela queria descer o braço, e eu pensei que realmente a minha lista a respeito disso seria imensa. Então, vamos mudar um dedinho aqui e outro ali, e falar sobre as criaturas que mais gosto. Enfim, fiz a minha listinha, que assim a princípio deu nada mais nada menos que 13 pessoas. Olha que até que eu gosto de bastante gente, até eu me surpreendi! Mas, diga-se de passagem, que assim como a Carol eu listei pessoas somente da tv. Porque se fôssemos estender pra área da música aí com certeza eu incluiria mais um monte de gente. Enfim, vamos lá:

Jamie Oliver. Eu, como vocês já sabem, não posso me considerar uma pessoa muito normal. E isso também inclui meus gostos na frente da televisão. O fato é que eu a-do-ro programas culinários, mas isso é assunto para outro post. O que importa é que não tem Edu Guedes, não tem Ana Maria Braga, não tem Palmirinha nem Kátia, nem Nigella ou chef Gordon Ramsay, nem Claude Troisgros, Flavia Quaresma ou Alex Atala. Nenhum deles chega aos pés do meu chef favorito.

 

Penélope Nova. Não tem apresentadora mais fantástica pra mim. E eu canso de ouvir gente por aí dizendo que ela é feia, que é tatuada demais, que é boca suja ou sei lá mais o que. Só sei que na minha opinião é uma pessoa que atrás de todas aquelas tatuagens mostra acima de tudo ter um cérebro, e que seria ótimo imaginar que todo o público adolescente dela um dia teria ao menos metade da sua rapidez de raciocínio. Eu sei que adoro tudo o que ela faz, e adorava mais ainda quando ela dizia "mas minha filha, você é mesmo uma tremenda de uma vaca" no Ponto Pê.

 

João Gordo. Não, não é por ter esquecido de crescer que duas personalidades da MTV, emissora adolescente, encabeçam a minha lista de pessoas preferidas. É que eu acho que além desses e mais uns 2, todo o sucesso da emissora depende dessas pessoas. E do João eu gosto justamente pelo mesmo motivo da Penélope: inteligência. E que, assim como ela, apesar de parecer um porra louca que sai falando palavrão, ele é só um pai de família, muito criticado porque fala o que pensa, e fala na hora. E ah... os palavrões só fazem parte do personagem, porque ele é uma pessoa educada e cheia de valores.

 

Pedro Cardoso já era um dos meus comediantes preferidos só por seus programas de humor na tv, até que um dia eu fui ver um monólogo, que além do papel, o texto também era toda feito por ele. Cheia de humor inteligente, porém não retardado, as piadas saíam de problemas sérios do país. A conclusão foi que eu entrei rindo e saí chorando. De rir.

 

Fernanda Torres não poderia ser diferente do que é, sendo filha da atriz mais talentosa de todos os tempos. Feliz de nós que ela se especializou também no ramo humorístico. Maravilhosa de Os Normais a Ela disse adeus, dos Paralamas.

 

Luiz Fernando Guimarães. Não é à toa que ele tem vários programas de humor em seu currículo. Como mencionar Fernanda sem dizer sobre seu eterno noivo?? Engraçadíssimo, vai de Plunct, Plact Zuuum, Tv Pirata, Armação Ilimitada, Os Normais, Minha Nada Mole Vida e Dicas de Um Sedutor. Isso quer dizer que a carreira dele corresponde à minha idade. Só.

 

Marisa Orth é nossa eterna Magda, que dia desses vi no programa de entrevistas de Fernanda Young, dizendo que odeia ser ligada só a esse papel, e que as pessoas na rua ainda insistem em gritar "Cala a boca Magda!" quando ela passa. Que feio gente. Eu quando vejo gente famosa, nem autógrafo não peço. Tenho simancol.

 

Maria Clara Gueiros, e confesso que só fiquei sabendo o nome dela agora, quando pesquisei pra pegar a foto. Porque pra mim sempre foi a moça do "vem cá, te conheço?" do Zorra Total, programa imensamente horroroso da televisão. Felizmente a talentosa e engraçada moça foi salva pelo gongo, indo parar em plena novela das 7h, matando peixinhos alheios. Adoro.

 

Monica Martelli é um mulherão com seus 1,80m que eu tive o prazer de assistir em uma peça de teatro. Os Homens são de Marte e é pra lá que eu vou trata das agonias de uma mulher de 35 anos na busca incessante por um homem pra casar e ter filhos, dada a avançada idade pra coisa. Tão boa atriz, também foi parar na novela. E num papel muito peculiar, por sinal.

 

Selton Mello. E eu acho que se hoje o cinema nacional tem mais espaço na televisão e nos ingressos do próprio brasileiro, muito se dá a ele. Ator, diretor e produtor, eu teimo em dizer que tudo que tem o dedo dele já é 50% de certeza que é bom. De Uma Escola Atrapalhada a Meu Nome não é Jonny, com uma rápida passadinha a apresentador de um ou outro VMB pela vida, ótimo.

 

Lázaro Ramos. Não sou noveleira, mas apesar de todos os filmes em que ele atua, pra mim o papel que mais marcou foi na novela Cobras e Lagartos. O eterno Foguinho, que me fez rir demais, jamais me deixa esquecer do último capítulo da melhor novela dos últimos tempos. E do Malha Funk, claro.

 

Wagner Moura fez uma novela aí um tempo atrás em que ele era um coitadinho que perdia a namorada pra não sei quem malvado na história e ficava chorando embaixo de chuva. Gracinha, mas realmente é o nosso eterno Capitão Nascimento que me faz dar valor a esse jovem ator. E olha que procurando a respeito dele, ainda achei que ele se recusa tanto a sair na Caras que acha que entrou no caderninho negro da revista, tem vergonha quando está com os amigos e chega alguém pedindo autógrafo, tinha o apelido de Óvni na escola, chama a interlocutora de "Nega" e não é casado com nenhuma atriz loira, mas com uma fotógrafa gente boa. Conclusão: um fofo.

 

E pra terminar a minha lista, fiquemos, por favor, com minhas covinhas favoritas.....

 

PS: O texto não é meu, mas tinha tudo pra ser, de sangue a opinião: vai lá no Releituras e leia o post sobre o Circo Vox, alternativa maravilhosa para adultos e crianças paulistanos. Para quem não é paulistano, leia mesmo assim. Pra saber da nossa opinião a respeito do assunto e quando vier pra cá já ter roteiro certo de diversão!

PS2: Soltou a rebimboca da parafuseta da tampinha do motor do meu carro. E eu acho surpreendente o tanto que eu entendo de mecânica. Calibrar o pneu é mecânica, certo??

PS3: Preciso parar de falar tão mal das pessoas, que esse blog aqui tá ficando famoso. Do jeito que vai, qualquer dia vou estar batendo boca com alguém lá no programa da Marcia Goldsmith...

:: Postado por às 17h25
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Terça-feira , 29 de Abril de 2008

Novidade: aí que ontem eu fui lá no blog da Dani comentar, quando vi que ela (e mais um monte de gente) está fazendo um projeto de fotos que se chama 365 dias. Sei que é uma brincadeirinha do pessoal que tem Flickr, e como diz a Dani: "você posta um auto-retrato seu por dia, durante 365 dias!" Eu como adoro fotos, achei a idéia super bacana e decidi ter um desses pra mim também, afinal tudo que é legal a gente copia (com os devidos créditos, claro)! Só não sei se serei fiel a postar todos os dias. Outro problema pra mim: não sou muito egocêntrica em tirar fotos só minhas, então talvez eu tire fotos do céu mostrando só um fio de cabelo meu... só pra dizer que eu estou lá... haha. Então que eu comecei hoje, e pra exemplificar a minha foto (pouco minha) está lá o Bóris. Era só um teste no meu novo Flikr, é só mais uma homenagem pro meu lindo gato que agora tá lá com o São Pedro e era a foto minha mais meiga que tinha aqui... e aparece a minha panturrilha, então não deixa de ser auto-retrato! Aí que agora tem a minha caixinha de Flickr ali do lado, embaixo do meu perfil, que vai mostrar em flash as minhas fotinhas. Ok, hoje só tem Bóris, afinal é a minha primeira foto! Mas vai ficar legal, confiem em mim.

Mais uma coisa legal: ontem a Carol me premiou no blog dela com um selinho muito significativo. Não é a primeira vez que recebo selinhos, mas esse é realmente por um motivo que faz a diferença:

Legal mesmo, porque em meio a tantos blogs na internet, tantas pessoas falando da sua vida (e da alheia), tantos diários, tantas opiniões, o campo de comentários realmente é a oportunidade que temos de saber a opinião de pessoas muitas vezes desconhecidas, sobre as coisas que dizemos. Infelizmente a maioria das pessoas que comentam nos blogs nem lêem, e deixam algo do tipo "passa lá no meu blog". Não é bem essa a intenção, sabem. Eu acho que se você não se adapta com o que a pessoa escreve, se acha que escreve muito, ou pouco demais, ou se é adolescente e escreve coisas banais, se é adulto e escreve coisas sérias demais, cabe a você, se isso for sua intenção, procurar por pessoas que se adaptem à sua linha de pensamento e de convívio, pra que haja mesmo uma troca de opiniões saudável e no fim das contas, por incrível que pareça, a gente acha até amigos!! Por isso, obrigada Carol, pelo selinho, que pra mim é um grande elogio saber que você gosta das coisas que comento no seu blog, porque realmente eu gosto bastante de te ler e sempre comento com sinceridade e vontade.

E, assim como eu gostei de receber, acho super válido comentar as pessoas que também fazem a diferença nos meus comentários diários, muitas vezes me ajudando, aconselhando, opinando a respeito das coisas que digo, e viajando na maionese comigo, de maneira tão carinhosa:

- Carol: menina, a coisa aqui bateu e voltou. Eu sinceramente também adoro as coisas que você comenta!

- Jana: é uma questão de PENSAMENTO POSITIVO, o tanto que eu me identifico com posts e comentários da dona retrô de bolinhas roxas...

- Danny e Dani: deve ser uma coisa de nome, sei lá... sei que é muito bom receber os comentários das duas.

- Como esquecer do meu grande amigo de buquê??? Aprendiz, querido... você é ótimo!!

- Laura! Que chegou com comentários tão discretos no meu blog, e quando eu vi fiquei leitora assídua do seu!

- E Taty, que na verdade veio através do blog da titia (assim como a Carol e o Aprendiz) e que chegou agora, mas você mal chegou e eu já adoro as coisas que me diz!

 

PS: Procura insana no Google que resultou neste blog parte 1: lápides para túmulo 25 de março  >>> gente, tudo bem que a rua 25 de Março tem de tudo o que você pode imaginar a preço mais acessível, mas lápides para túmulo eu não sabía! Sério que tem??? Mas como é que funciona, é contrabando da Coréia também??

Procura insana no Google que resultou neste blog parte 2: alisaram minha bunda na picina  >>> tá, eu sinceramente não sei o que tenho a ver com isso. Acho realmente que se alisaram a sua bunda é porque você tava dando sopa, e se veio procurar no Google a respeito, é porque gostou...

:: Postado por às 10h28
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Segunda-feira , 28 de Abril de 2008

Vi na tv no fim de semana, um comercial que até agora não sei do que era. Sei que sei lá por que, a pergunta era: "se você fosse um eletrodoméstico, qual você seria, e por que?" É, eu fiquei tão intrigada, que nem prestei atenção no resto da coisa. Sei que tinha que mandar uma carta (ainda mandam cartas pra concursos? Esse treco ainda não foi informatizado?) falando tudo isso e daí ganhava sei lá o que também. Só sei que eu cheguei à conclusão que nunca tinha pensado nisso, e daí que eu passei o resto do fim de semana inteirinho pensando em qual eletrodoméstico eu seria. Tá, eu não sou normal, admito. Meu irmão falou na lata que seria uma geladeira, porque é grande e tá sempre cheio de comida fresquinha. Minha prima falou que queria ser uma torradeira: "ah, porque eu acho que ser torradeira é legal, oras". E eu acabo de chegar à conclusão que queria ser um multiprocessador. Porque sei lá, acho que é um eletrodoméstico muito útil, aquela coisa de ficar ralando e fatiando os legumes é da época das cavernas, enfia lá no processador, dá umas três ou quatro apertadas no botãozinho, e olha só como já sai tudo quase pronto pra comer. Sem contar que eu a-do-ro aqueles programas tipo Polishop, e quando é um processador aí que eu acho super legal, porque a pessoa vai picando, vai fatiando, vai fazendo tempero... e sinceramente aquela mesa cheia de legumes coloridos me dá a maior fome. Não sou normal². Mas e você, qual eletrodoméstico seria, e por quê?

 

E mudando de pato pra ganso, segue abaixo o momento insano³ do fim de semana... tá, fui eu que matei a Isabella, eu confesso.

:: Postado por às 13h03
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Sexta-feira , 25 de Abril de 2008

Notícia do dia: o arroz acabou, o feijão aumentou, o pão secou, o macarrão despencou, a soja murchou, o milho amarelou. E aí que agora querem desmatar amazônia, matar o gado, fazer plantação de arroz no mar e enfiar os grãos debaixo do colchão. Não é assim sabe, pessoal. Vocês tem que ver que metade da população mundial está acima do peso, e se você for ver que lá na China, que tem gente morando uns em cima dos outros porque é gente demais e não tem lugar pra todo mundo, lá o povo é todo magrinho (eu nunca vi um chinês gordo) e que lá na África o povo é tudo magro porque passa fome... a conclusão é que os gordos estão mesmo todos na América. E tá, os americanos vivem bem com os ovos e bacon deles, mas o motivo de tanta gordura no Brasil são mesmo os carboidratos. Não é mesmo uma boa saída pra fazer um regiminho? O arroz aumentou? Compra em alface. O preço do feijão é um absurdo? Compra em maçã que o sabor é quase igual. Ah, o seu problema é o pãozinho de manhã. Sei. Você sabe que pão tem glúten, né? E que o glúten está presente em praticamente todos os alimentos que consumimos, e que todos os problemas de queda de cabelo, oleosidade na pele, nervosismo, estress, dor de cabeça, furúnculo, hemorróida, frieira e caspa são causados pelo grande consumo de glúten? É, então. Olha que oportunidade supimpa de acabar com todos os problemas que você tem de uma só vez. Seja verde, preserve a natureza e viva de alface.

:: Postado por às 09h58
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Quinta-feira , 24 de Abril de 2008

Daí que foi-se o tempo em que Deus era brasileiro e que aqui não acontecia desastres naturais. Sei não, vi esses dias que tem uns lugares sei lá onde perto da praia que o mar tá avançando sobre as casas, e uma vila que antes tinha lá agora tá toda feliz embaixo da água. Mini-tsunami. E tá, eu já estava no décimo quinto sono quando as paredes tremeram, os copos caíram, os sofás balançaram... e eu nem senti nada. Mas ok, era um terremoto. Enfim, não estranhem se um dia nascer um vulcão em plena avenida Paulista. Vai ser super legal ver a lava passeando pelos buracos do metrô.

E então que eu sou uma pessoa que acha super importante pensar no futuro, e devidas as atuais circunstâncias, eu penso no meu: quero um anjo na minha lápide. É, porque eu não acho mesmo legal que o povo morre sem fazer exigências, penso eu que já que morreu mesmo e que não vai dar mais trabalho, que seja um último mimo. Quero um anjo. E não me venha com um de resina, não. Quero um lindo, grande e pesado, pra que Ronaldo Esper nenhum consiga carregá-lo nas costas. E quero ser enterrada em um cemitério cheio daquelas árvores compridas, porque eu sempre penso que ser fantasma e subir nessa árvore deve ser legal. Um cemitério com lápides, porque essa coisa de cemitério gramado tipo Airton Senna não é comigo. Sei lá, cemitério peladão assim, que o pessoal pisa no gramado em cima dos corpos.. ah, não. Eu quero um cemitério com cara de cemitério. Cheio de lápides, de fotos que parecem olhar pra você quando você passa. E não quero ficar na gavetinha. Quero um túmulo na terra. E ai de quem enterrar qualquer estrupício no meu túmulo. Já que vai enterrar comigo, que seja um Sawyer da vida, afinal dizem que no dia do juízo final os corpos vão se levantar da terra. E já que eu vou ter que levantar e dar de cara com alguém, que seja alguém que valha a pena.

Ah, nem sou tão macabra assim. Mas eu ía dar uma boa assombração. Mesmo que com essa cara de neném eu precise de um pouco de pancake e lápis nos olhos pra fazer uma maquiagem assustadora. Onde é que eu compro umas correntes? Quero uma daquelas bem pesadonas pra fazer bastante barulho. E vou sair apagando as luzes das casas por aí, diferente do fantasma lá de casa que gosta de acender a luz, ligar a tv e abrir a torneira. Fantasma louco. Negócio supimpa é arrastar correntes e bater portas de armário. Preciso dar uns conselhos pra ele. Se bem que do jeito que a vida anda, meu lugar lá no céu já está mais que reservado. Com piscina olímpica e tudo. Tá me vendo pulando nas nuvens? Pof, pof, pof...

PS: Mariah, do blog http://mariahsomariah.blogspot.com/ >> menina, não consigo ter acesso ao seu blog, dá uma mensagem dizendo que o blog é só para convidados e que não tenho permissão para ver. Dá um jeito aí, me convida pra tomar um café, faz umas bolachinhas, que ficar assim batendo com a cara na porta não tem condições não.

:: Postado por às 09h33
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Quarta-feira , 23 de Abril de 2008

Do que me incomoda nas mulheres (de uma maneira geral):

- Gente que fala demais de desgraça me enche. Fulano morreu, Ciclano tá nas últimas, Beltrano tá perto do fim. Porque o namorado fugiu, o mundo acabou, a plantação secou, o copo tá meio vazio, vem vindo um tufão, a peste negra tá aí, todos vão morrer e vai todo mundo em caravana pro inferno. Seguinte: nem tudo na vida são flores, concordo. Mas se você não sair debaixo dessa sua cama e procurar afazeres para ajudar a vida melhorar, não vai cair do céu a oportunidade não. Pára de reclamar que tudo é sempre ruim, porque ninguém merece ficar perto de gente assim. De vez em quando ainda vá lá, mas todo dia, sem condições. - Item parcialmente inspirado na minha mãe, porque ô ser pessimista. Já falei que na lápide dela vai estar escrito "aposto que no inferno tá fazendo o maior frio..."

- Florzinha. É, porque realmente existe gente que é 100% o oposto do item anterior, e isso também me irrita. Povo que tá sempre falando as coisas no diminutivo, achando que tudo na vida são flores e que o mundo é sempre cor-de-rosa de babadinhos. Circula, porque mel demais enche de formiga e eu já fico enjoada só de chegar perto.

- Gente que quer sair mostrando o que não tem. É, porque o mundo tá cheio de mulher que atrasa o pagamento da escola dos filhos pra sair pro shopping e comprar uma bolsa Luis Vuitton. Gente, pra que isso? Vai na 25 de Março, você compra uma igualzinha por 10 reais e ainda sobra dinheiro pra comer um sanduíche de mortadela do Mercadão. Maior legal. Mas vai de tênis, tá? Salto alto não combina com o lugar nem com o tanto que você vai andar. Seja chique, use roupa e calçado adequado para cada ambiente específico. E pára de ir na praia de tênis branco.

- Gente que literalmente se acha, e eu me baseio em relação a um blog desses por aí. É um tal de "eu sou, eu posso, eu consigo e o resto do mundo que se dane" que vou te contar. Filhinha, vem cá: primeiro dá um jeito nesse seu cabelo ridículo e depois a gente conversa. E sobre outro: querida, primeiro aprende a escrever, pesquisa o que é concordância verbal e nominal, regência e terceira pessoa do plural do futuro do presente e daí depois disso talvez eu possa até me impressionar com o lugar que você mora e com quantos carros você tem na garagem.

- Preocupação excessiva, e isso é uma característica que eu também tenho. Não sei por que, mas Deus deu a capacidade de pensar em maior número para as mulheres, ou então elas usam a ferramenta mais que os homens, não sei. Sei que isso é chato pra caramba. Eu queria poder me preocupar só com coisas necessárias, só comigo e só nas horas certas, mas não consigo. Alguém em situação de pensamento masculino quer trocar comigo? Ía ser bom me preocupar só com o fato do meu time estar na final do campeonato ou em quanto será que custa trocar os estofados do carro para couro.

- Mulher que tem pé feio. De que adianta ser linda, loira e gostosa se quando você olha pra baixo dá de cara com um pé de lavadeira? Leia-se pé de lavadeira como um pé cheio de rachaduras no calcanhar, com dedos de tamanho irregular, com sandália que a mulher compra um número menor e fica com metade dos dedos pra fora, com unhas pintadas de cor escura e que descascam, com calos, unhas mal feitas. Já disse Ronaldo Esper: se você tem pé feio, use sempre sapato. Sandália é item exclusivo pra mulheres com pé bonito.

PS: Busca do Google que resultou nesse blog ontem: Google:  será que eu ligo pra ela >>> Liga, meu filho. Liga que a coitada provavelmente tá olhando pro telefone esperando tocar. Mas se ela for dada, não liga não. Não liga porque o bonitão que ela ficou na noite passada depois que você foi embora já ligou e ela já vai te dispensar com certeza. Então melhor deixar pra lá.

:: Postado por às 09h43
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Terça-feira , 22 de Abril de 2008

- Obrigada novamente pelas palavras de apoio. A vida não é fácil de ser vivida, mas pessoas que se preocupam e tentam nos dizer palavras que melhorem nosso sofrimento fazem com que nos sintamos acolhidos, cientes de que a fase ruim é triste, mas vai passar. Taty, muito obrigada pela pagininha, querida. Ficou suave, delicado, lindo! Muito obrigada mesmo pelo carinho, mas eu não vou postar aqui porque todas as vezes que eu vejo aquelas fotos me dá o maior aperto no coração. Está guardadinha, tá? Por outro lado há pessoas com o costume de comentar qualquer coisa a partir de uma foto ou algum assunto que não tem a ver com o que eu digo, só pra fazer volume. Por favor, eu dispenso. Esse é um blog que diz respeito às minhas opiniões e pensamentos, e eu como uma pessoa que gosto de ler e escrever bastante, não tenho textos pequenos. Portanto se você vem aqui, leia o que escrevo, ou então não comente nada. Melhor assim do que fazer como algumas pessoas fizeram no post anterior...

- Deu ontem no SPTV, e hoje no Uol: Padre que voava com balões de gás está desaparecido desde sábado. Gente, eu ri. Porque esse padre é uma besta. Tá, vai voar com balãozinho, ótimo. Te deram um cabo de vassoura com um prego na ponta pra ir estourando aos poucos os balões quando quisesse descer? Não né? Ah, tá. Tem rota definida, sendo que está perto do mar e caiu lá já era? Não, né? Sei. E viu... ligar pra avisar que não sabe usar o GPS quando você já está lá nos quintos dos infernos não adianta, tá? Não pensou em fazer um curso básico pra aprender a usar antes de precisar usar? Seguinte, seu padre: se vc já morreu, com certeza chegou lá no céu e o São Pedro tá até agora engasgando de rir da sua cara...

- Caso Isabella, que todo mundo dá pitaco e eu ainda não tinha dado: Que pré-julgamento o que? "Meu filho, e a fralda suja de sangue?" "Ah, desconheço." Ainda bem que eu não sou repórter. Porque eu já tava com vontade de pegar a fralda e esfregar na cara dos infelizes até eles dizerem "puxa, uma fralda, verdade, matei, joguei pela janela, tava me enchendo, não pensei, sou imbecil, pode me prender." Matou! Matou! Cara analfabeto, o pai deve ter comprado o diploma de faculdade pro infeliz, porque nem falar o estrupício não sabe. E se concordância verbal pra ele deve ser nome de lactopurga, como pode ter feito 3 filhos? Claro, afinal não precisa ter educação pra sair fazendo filho. E aquela madrasta com cara de bunda? Que colocava a menina de babá dos filhos dela? Gostei mesmo foi de uma promotora que foi ontem num programa da Record, falando que depressão pós-parto dá só com relação à criancinha, ao filho que nasce. E que essa coisa de ter depressão pós-parto e sair matando filho dos outros é nova... Não sei onde que eu li esses dias que a pessoa do blog era contra pena de morte. Ok, cada um tem sua opinião. Mas eu sou a favor. Em casos de estupro e pedofilia. E sou a favor de tortura também. Tá bom, sua besta. Você seguiu as ordens dessa mulherzinha que pegou pra procriar, e matou sua própria filha. Ah, mas eu ía dar uma de torturadora e enfiar a madeirinha embaixo das suas unhas até você parar de ter essa cara de retardado e confessar esse crime horroroso que fez... Eu passei a semana inteira na faculdade de medicina veterinária da Usp, com pessoas que amam animais, os seus e os alheios, que dão carinho, amor, que fazem de tudo para o bem deles. Como é que um pai tem a coragem de jogar pela janela do sexto andar a própria filha de 5 anos? E como é que um avô, uma tia, madrinha, têm a infelicidade de proteger e não denunciar esse monstro que foi criado em seu próprio lar?

- E vamos falar de alegria, senão com tanta má notícia não dá pra viver não... "Alegría é um espetáculo da companhia circense canadense Cirque du Soleil. Fala de esperança e perseverança. O tema principal em Alegría é o mau uso do poder político, seja ele de reis, tiranos ou ditadores. O espetáculo foi feito para nos inspirar a sermos indivíduos melhores e capazes de trabalhar em conjunto com nossos companheiros de jornada. É um relance dos horrores de nosso passado e das grandes possibilidades do nosso futuro. Alegría trata-se da história de um reino onde não há rei. Nesta ausência de um monarca, inicia-se uma grande luta pelo poder de tal reino. Todos os personagens envolvidos na história querem este poder, independente de como ou onde estejam." Eu confesso que não percebi tanto significado no espetáculo, e agora curiosa pela origem da palavra "alegria", achei na Wikipédia o significado do espetáculo do Cirque. Bom, o que importa é que é lindo e diferente, e que eu passei o feriado inteiro ouvindo essa música, porque o meu tio Bruno ganhou o cd e ouvimos no carro umas trocentas vezes - sem contar todas as vezes que ele cantou sem estar tocando mesmo...

:: Postado por às 11h38
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Domingo , 20 de Abril de 2008

BÓRIS...

Bóris era um gatinho muito do especial. Persa, e por isso mais calmo que a maioria dos outros gatos do mundo. Branco, lindo. Com olhos amarelos, narizinho rosa. Sei que o Bóris era gato de filme, e por onde ía arrancava vontade de apertar de quem o via. Xodó da mocinha que dava banho nele uma vez por mês, Bóris era emotivo e só faltava falar. No meio da banheira molhada, todo ensaboado, ele me olhava com cara de "olha só que situação você me faz passar". Mas ela sempre foi muito carinhosa com ele, conversava como se ele fosse gente, e então ele se acalmava e esperava paciente até o fim do banho. O Bóris sempre gostou de se esconder nas minhas coisas. Do lado da minha impressora, atrás dos porta-retratos na minha escrivaninha. Um dia à noite escutei um barulho dentro do armário. Sei que se eu fosse mais nova juraria de pés juntos que era um Monstro S.A. Mas apesar de peludo igual, era só o Bóris brincando de esconder. Dizem que todo animal de estimação puxa o dono, e o Bóris sempre foi muito desconfiado. Apesar de lindo, quando as pessoas vinham agradá-lo, ele mesmo manso olhava com cara de "tira essa mão estranha do meu lindo pelo". Um dia resolvi tirar uma foto dele com a cachorrinha que a gente tinha na época, um do lado do outro. Ele realmente não quis, e quando eu consegui ele saiu com cara de "ai que saco que eu tenho que sair na foto com esse ser inferior a mim". O Bóris tinha uma relação de ódio total com meu ex-namorado. Enfim, também dizem que quem gosta de animais é uma pessoa boa, e quem não gosta, não é. E que se o animal não gosta da pessoa, melhor se afastar dela também. Segui seus conselhos, Bóris. Sei que a característica sua que vai ficar pra sempre é a papinha. Whiskas sachê para o Bóris sempre foi "papinha". E "papinha" sempre foi uma palavra mágica. Você podia falar isso há quilômetros de distância que lá vinha aquela coisinha peluda saltitando e miando atrás da comida preferida. E eu nunca vou esquecer quando estava vendo na tv alguma reportagem sobre papinha de neném, e que quando o repórter falou a tal "papinha" o Bóris miou pra tv um tempão. Ah, Bóris. Quantas vezes eu fiz comida com você no meu pé. Quantas vezes você miou igual ambulância porque eu tinha um bife de fígado nas mãos. Atum, salame. Quantas vezes eu te procurei igual desesperada pela casa e quando achei você me olhava com cara de "bem feito, olha como eu te faço perder tempo". Lembro há algumas semanas atrás, quando eu cheguei em casa e vi uma coisa branca dentro do cesto de lixo com saco preto. E você lá de dentro me olhando como se fosse o lugar mais confortável do mundo. Quantas fissuras pelas caixas de papelão. E quantas vezes você saiu carregando os presentes de Natal que estavam embaixo da árvore pela fitinha do pacote. E agora, quando eu fecho os olhos, lembro de você fraquinho, com soro na veia, e as patinhas raspadas. Com o pescoço sem pêlo pra que a veterinária pudesse tirar sangue. Lembro de você se contorcendo, com 6 mulheres te segurando, pra rasparem a sua barriga e fazer um ultrassom. Me olhando com aquele olharzinho triste como se perguntasse "por que eu tenho que passar por isso?". Lembro da última miada que você deu e não saiu som. Ai Bóris, que saudade de você! Espero que você esteja agora pulando entre as nuvens, branquinhas igual o que você sempre foi. E que São Pedro encha a sua barriguinha de muita papinha. E que aí também tenha caminhos empoeirados, tranqueiras pra você subir e descer, e se esconder. E que no fim da brincadeira você fique com as pontas das patas e do rabo sujos, como você sempre ficou, que era a prova de que o dia tinha sido muito legal.

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Sexta-feira , 11 de Abril de 2008

Meme

Hoje é dia de meme, e não é um só não!

A Luisa me indicou nesse aqui, e sabem que ela estava mesmo falando com a pessoa certa, né? Falar sobre coisas que me irritam é comigo mesma, problema é que eu tive que pensar bastante mesmo, pra conseguir filtrar um pouco, porque realmente quase tudo no mundo me irrita. Mas vamos lá:

Das coisas que me irritam:

1. Mexer nas minhas coisas. Especialidade da minha mãe, mas às vezes isso se estende para outras pessoas. E eu confesso, sou neurótica. Se tal coisa é minha e eu deixei ali, naquele ambiente que também é meu, salve sua vida e não mexa. Porque se você mover 1 cm de lugar eu vou perceber... e aí vai ser pior pra você.

2. Gente lerda na minha frente. Não importa se é de carro ou a pé, o que importa é que se eu estou andando em linha reta e por Deus vem um indivíduo e se coloca na minha frente, meu filho... se você se enfiou na minha frente, tem que no mínimo andar mais rápido que eu. Eu já passei da fase de buzinar até que o Papa ouça, se você estiver de carro, vou desviar e pensar "tenha piedade desse coitado, Senhor. É uma besta humana que pensa ser gente". Mas se você estiver a pé e lerdar na minha frente... nada que uma pisada bem dada no calcanhar não te acorde.

3. Furar a fila. Tá, você acha que furar a fila é bonito. Problema seu se você é sem vergonha. Acontece que as filas foram feitas para serem seguidas e para dar prioridade pra quem chegou primeiro. Se você quer furar a fila, fure atrás de mim, porque na minha frente realmente não é uma boa opção. Essa coisa de "oi, fulano, quanto tempo, que surpresa essa fila estar enorme e você estar aí na frente, vou aí pra gente conversar" é suicida. Se for na minha frente.

3 e meio - Caixa eletrônico. Faz parte do anterior, porque se você for pensar, os dois estão bem relacionados a banco. E não é o caixa eletrônico em si que me irrita, mas sim quem está usando. É, porque as pessoas pensam que é video-game, sabem? Eu não consigo entender qual é a dificuldade de enfiar o cartão, colocar a senha, pedir saque/extrato, catar o dinheiro/papel e ir embora. Não. Eles CONVERSAM com o caixa. Acham bonitinho apertar todas as teclas. Devem ter dificuldade de ler o que está escrito. E isso não é idoso não. É homem, é mulher, jovem, capaz, adolescente, meia idade. Olha, quer brincar com o caixa eletrônico pq cansou de ver tv em casa, ótimo. Mas vai num horário assim que eu não esteja na fila esperando atrás de você tá? Lembrando que eu já participei da comunidade "caixa eletrônico não é fliperama". E olha que tava cheio de gente lá!

4. Carro parado na frente da minha porta. É, a rua é pública. Mas se você tem carro é sinal de que fez curso de CFC, afinal mesmo que tenha tirado a carta antes do período em que os cursos começaram a ser pré-requisito, você com certeza já renovou a sua carta e já fez o curso, ou então já pegou o livrinho pra estudar por conta própria e fazer a prova pra renovar. Seguinte, tá escrito lá que é PROIBIDO parar em calçada rebaixada. Sabe o que é calçada rebaixada, né? Então. Lá na minha porta tem uma. Ah, não viu? Não viu que era porta também, né? Não parou pra pensar que dali sai carro? E aquelas letras enormes escrito NÃO ESTACIONE você também não reparou, né? Aí isso quer dizer que quando eu quiser sair da minha própria casa eu tenho que correr atrás do MUSEU que estacionou aquela BOSTA na minha porta. Ô meu filho, escuta aqui: vê se morre.

5. Gente que fala pegando em mim. Escuta, quer passar a mão, passa nos outros. Não vem que não tem, dá perfeitamente pra falar comigo sem pegar em mim. Pega em você mesmo, passa a mão na mesa, na parede, na cadeira, no chão, no seu cabelo! Mas não em mim. Eu tenho uma amiga que tem essa mania. E pra piorar, a mão dela sua (do verbo suar) muito, conclusão: é melada. E pensando bem... ela já foi muito amiga.. até um dia eu cansar de toda aquela mão melada em mim.

 

Ufa, passado o meme que me deixou com raiva só de lembrar dos itens, vamos para o joguinho da Danny mais light:

Jogo do Currículo

Já escrevi na árvore.

Já corri pra empinar pipa até olhar pra trás e ver que ela ainda estava no chão, porém quebrada.

Já namorei escondido.

Já beijei o menino mais bonito, saí correndo pra contar pras amigas, caí e ralei o joelho e tenho uma cicatriz de recordação.

Já cabulei aula.

Já comi 6 pastéis de uma vez.

Já tomei chuva de verão, quentinha e com pingos pesados.

Já comi caviar. Declaro que sou pobre e prefiro lasanha.

Já vi uma baleia na praia, linda, láá longe, levantando o rabo.

Já dei um tapa no rosto de uma ex colega de escola. Meus 5 dedos impressos na cara dela, coisa mais linda.

Já chorei por amor, muito mesmo.

Já fui ameaçada por causa de homem.

Já baguncei no ônibus.

Já recebi uma prova corrigida da escola que a professora escreveu que bom seria se todos os seus alunos fossem iguais a mim. CDF.

Já li 10 livros num dia só.

Já encontrei pessoas que conheci via internet.

Já pulei muro.

Já subi em árvore.

Já beijei sem saber o nome da pessoa.

Já colei o olho com Super Bonder.

Já coloquei a mão na comida do meu cachorro até levar uma mordida.

Já tomei suspensão na escola.

Já fui chamada de tia.

Já colei em muita prova.

Já rolei na grama.

Já abracei árvore.

Já namorei 6 anos.

Já fui 13 quilos mais magra do que sou hoje.

Já fui 13 quilos mais gorda do que sou hoje.

Já escrevi muitos diários.

Já li diários alheios.

Já fui atropelada por uma moto.

Já fiz de conta que não vi.

Já ignorei.

Já fui ignorada.

Já andei de avião.

Já fiquei presa de ponta cabeça em brinquedo de parque de diversões que quebrou.

Já terminei namoro por telefone.

Já fiz promessas.

Já tive pedidos atendidos.

Já fiz muitos inimigos.

Já tive ajuda de gente que eu ignorava.

Já me declarei.

Já roubei beijo.

Já fui pedida em casamento.

Já fui extremamente feliz.

Já fui extremamente infeliz.

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Quinta-feira , 10 de Abril de 2008

A incrível arte de ligar no dia seguinte

É fato que 99,9% das mulheres solteiras (sem marido, sem namorado, sem amante, sem rolo e sem caso) e em idade de acasalamento (by Família Dinossauro) do mundo se descabelam com o "será que ele vai ligar no dia seguinte?" O que? Você é uma mulher solteira e não se preocupa se ele vai ligar no dia seguinte? Ok, senhora tou-com-tudo-e-não-dou-prosa, auto-suficiente, maravilhosa, lindona, gostosa e super-segura-de-si-mesma. Agora vai lá, sozinha no seu quarto, tranca a porta, olha no espelho e pergunta pra si mesma se você não fica nem com uma pontinha de calafrio no dia seguinte quando olha pro telefone. Não? Sei.

Sei que isso faz parte do mundo machista de ser, enquanto a gente descabela aqui, eles jogam futebol ali, olham a bunda alheia acolá. E só. Daí, um dia, quem sabe, se fizer sol, e quando não tiver nada pra fazer, então talvez ele puxe pela memória e daí dê um clique "puxa, aquela mina que eu dei uns beijos esses dias é gostosinha, xô ligar pra ela e ver se ela não tá a fim de dar mais uns amassos, aproveitando que os caras foram beber ali e eu perdi o bonde e agora tou sozinho."

E é assim. Desde que o mundo é mundo, desde os tempos das cavernas. Mas essa semana eu descobri que a sorte feminina pode mudar e, olha que supimpa, você ser a pessoa que pensa "será que eu ligo, ou será que não?" Sabe que eu achei legal? Ouvir um "você me liga amanhã?" e responder "talvez" é realmente compensador. Talvez por tantas vezes que eu já estive do outro lado da conversa, agora dá uma vontadinha de descontar cada minuto de espera que já tive na vida. Aaah, vingancinha. Coisa boa.

 

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Daí que eu adoro dar presente. É estranho, todo mundo gosta de receber, eu também, mas gosto mais de dar. Gosto porque sempre procuro comprar um presente que tenha a cara da pessoa, alguma coisa que eu olhe na vitrine e diga "puxa, olha como isso é a cara do fulano!". E todo mundo que me conhece sabe que eu tenho meu jeito característico de dar presente. Sempre que estou inspirada procuro fazer uma embalagem diferente, às vezes guardando papéis o ano inteiro pra enfiar naquela caixa de presente de Natal imaginando a cara desesperada do coitado que vai receber tentando abrir até o fim. Às vezes a coisa é mais elaborada, há alguns anos eu fui capaz de fazer uma cenoura de papelão de 1 metro e meio de altura pra dar de presente de Páscoa pro meu ex. Há um mês, a namorada do meu tio veio me pedir um carro de presente de aniversário e eu dei sim, depois de procurar pelas lojas de brinquedos da vida um carro cor de rosa, e enchi de chocolates de uma loja aqui que chama Ariane, já que o nome dela também é esse, então olhem só que presente personalizado! Natal passado eu embrulhei um presente todo azul e vermelho, com uma camiseta azul e uma cueca vermelha dentro, bem no estilo Superman, já que passei o ano inteiro assistindo Smallville com meu irmão. Assim que ele bateu o olho, já sabía que o presente era dele.. rs.

Mas eu tenho um defeito horroroso. Gosto de dar presente só pra quem eu gosto, e só na hora que quero. Essa coisa de "a prima do vizinho do amigo do cunhado do tio faz aniversário/casamento/churrascada/bodas/chá-de-cozinha/dia das mães/tico-tico-no-fubá e você precisa dar presente" não é comigo. Ai que preguiça de gastar meu dinheiro comprando qualquer coisa que eu nem sei qual vai ser a reação da pessoa ao receber pq simplesmente não a conheço direito. Sei lá, o dinheiro que eu vou gastar vai bater direitinho com o valor daquele sapato vermelho lindíssimo que eu vi naquela loja e apaixonei, entendem? Ai que vida.

 

PS: Muito obrigada por todas as palavras de carinho que vocês escreveram no meu último post. É uma situação muito difícil e complicada, mas com certeza teremos garra e forças para superar. Logo tudo vai estar bem de novo.

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Domingo , 06 de Abril de 2008

Há 19 anos, 3 meses e 17 dias nascia um neném branquinho, gordinho e cheio de dobrinhas. Com olhinhos pequenos e espertos, ela olhava pra gente como que pensando em tudo o que ainda não conseguia falar. Minha última prima de primeiro grau, mas só enquanto os bebês dos meus 2 mais novos tios ainda não nasceram. Ela é um ano mais velha que meu irmão, e por isso eles cresceram juntos, com todas as suas diferenças. Ela com seu jeitinho espevitado de ser, vinha sempre brincar em casa, pegando todos os brinquedos de uma vez, correndo pra apagar a vela de aniversário antes do aniversariante, dando gargalhadas altas. Saudade dessas gargalhadas. Na praia, corria pra lá e pra cá, fazendo amizades e balançando a bundinha redonda com maiozinho cheio de babadinhos. Sabe aquela criança que dá vontade de apertar? Era ela. Daí que o tempo foi passando e o jeito espevitado foi dando lugar a atitudes mais controladas e delicadas. Virou uma moça. Muito responsável, muito estudiosa, inteligente, controlada, carinhosa. Ah, o cabelo é a preocupação constante, porque todos os cabelos que deixaram de nascer em mim, vieram nela. Armado, cacheado, lindo. Pintinhas. As sardas que ela tem no corpo inteiro são sua característica pessoal, herança da mãe. Dotes artísticos. Foi ela que começou a ter aulas de tinta a óleo em tela, e eu quis aprender também, e assim foi 1 ano inteiro com as duas fazendo aula de pintura. Muitos quadros de recordação. Mas o melhor das aulas de pintura nem eram os quadros em si. Era a companhia. Ela é madura demais pra idade, e eu criança demais pra idade. Eu tenho 28, ela 19, mas as duas com uns 23 anos de idade mental, todos os gostos batem. Nós gostamos das mesmas músicas, dos mesmos assuntos, vemos a vida do mesmo jeito, xingamos as mesmas pessoas, lilás, morangos, torta de frango, rabanadas, lasanha. Quer ver meu irmão desesperado é ele estar no mesmo carro que as duas, porque nós colocamos alguma música que ele não gosta e cantamos do começo ao fim do passeio. No mesmo tom de desafinação. Já teve gente que perguntou se ela era minha irmã. Já teve gente que perguntou se era minha filha. Já teve gente que afirmou que era minha miniatura. O narizinho de batata realmente é bem parecido. Ah, quantos passeios. Quantos devaneios nos museus. Cinemas, Outback, Hopi Hari, Circo Vox, show do Aerosmith, Pitty, Teatro Mágico. Sempre que eu ganho ingresso pra alguma coisa, é ela que eu penso em levar. Porque é ela que escuta meus pensamentos sem me julgar, e com todo aquele jeitinho quietinho, me traz paz. É com ela que eu faço chantagem pra que ela gaste alguns minutos fazendo tranças no meu cabelo, com aquelas mãozinhas pequenas e delicadas, coisa que me relaxa melhor que qualquer massagem do mundo.

Natalie. Um nome quase igual ao meu, de propósito, pois as duas fazemos aniversário perto do Natal. A Natalie é uma menina incomum. Nada interessada em baladas, poucas amigas, namora raramente. Não pretende se casar e também não gosta de falar muito disso quando alguém toca no assunto. Já se nomeou futura babá dos meus futuros bebês, já disse que vai me ajudar a decorar a minha futura casa. Prometeu estar pra sempre bem perto de mim. Me disse um dia que se alguma coisa acontecesse com ela, é pra mim que ligaria pra pedir ajuda por achar que eu sou a pessoa que apesar de todas as minhas inseguranças, conseguiria lidar melhor com qualquer situação. Minha irmã mais nova. A Natalie sempre foi inteligente, mas sempre foi muito esforçada também. Estudou a vida inteira em escola particular, mas porque a mãe dela é professora e por isso sempre teve a vaga da filha garantida nas escolas em que dava aula. Pensando em fazer um bom vestibular, no terceiro colegial ela se mudou pra uma das melhores escolas da região. E sentiu diferença de estudo. Se esforçou, conseguiu acompanhar a turma. Prestou vestibular, passou na primeira fase, mas na segunda não. Fez cursinho. O melhor. Conseguiu bolsa, reclamou que a turma da tarde não era tão compromissada em estudar quanto a da manhã, mudou de turno. Sentiu dificuldade, se esforçou. Estudou de segunda a segunda. Foi viajar com o livro embaixo do braço nas férias. Ela queria passar em veterinária na USP. Lá estava o nome dela no resultado da primeira fase. Mas ainda faltava mais uma etapa. Ficou na lista de espera da Unesp. E eu pensando que como assim a minha prima querida ía morar lá em Campinas, há 1 hora e meia distante de mim? Mas o dia do resultado da USP chegou. E lá estava o nome dela na primeira lista. Que alegria!! Nós saímos pra comemorar o resultado merecido de tanto esforço. Nossa veterinária! E eu já pensando como estarei daqui a alguns anos, lá na formatura dela, chorando em bicas pensando que peguei aquela menininha no colo e que agora ela era uma veterinária formada pela melhor faculdade do Brasil. E essa tinha sido a última vez que a vi.

Ontem quando a minha mãe me chamou, eu não quis acreditar no que ela me dizia. A minha menininha agora está com problemas. Surtou. Há 1 semana, e eu não sabía. Há 1 semana ela não fala coisa com coisa, não tem noção de tempo, de espaço, de nada. Ela nos reconhece, mas é só isso. Não responde consciente quando a gente pergunta, não entende quando a gente diz. E já chegou a não reconhecer o próprio irmão. Eu fui até ela. Conversei, perguntei. Até perceber que um abraço é tudo o que ela quer. Ela não fica sozinha em lugar nenhum, procura desesperadamente com os olhos as pessoas em volta. E nós ainda não sabemos o que ela tem, só sabemos que não é nada físico, afinal ela já fez todos os exames possíveis.

Sei que eu estou angustiada. Muito. Eu olho pra aqueles mesmos olhinhos de quando era bebê, e vejo que ela não tem pensamentos. Que nada passa naquela cabecinha que já foi tão cheia de coisas típicas de qualquer menina de 19 anos. Cheia de vontades, de esperança, de opiniões e debates. Ela está tomando um remédio pra amenizar os surtos que teve na última semana, e o remédio a torna cansada, com vontade de dormir. Olhinhos que fecham mas que deixam a testa franzida como que cheia de preocupações, que nesse momento ela não tem. Mãozinhas com unhas que sempre foram tão bem cuidadas, agora sujas e roídas. E as roupas que antes eram tão arrumadinhas, agora do avesso.

Tali. Não vejo a hora de tudo isso passar. E não vejo a hora de te dizer que "naqueles dias que passaram" eu perguntei qual o nome do desenho que estava passando e que você me disse que era na Globo. E ouvir de novo a sua gargalhada. E ouvir você dizer que realmente não lembra disso. Quero ouvir você reclamar que deixamos você comprar uma roupa cor de rosa, que você odeia. E como disse a Carol, de castigo, você vai usar, vai passear no shopping e vai tirar foto com essa roupa. E nós vamos rir e comemorar toda a vida com aquele suco de morango do Outback que você tanto gosta, mas que agora também não lembra disso. Vontade de cantar com você aquela música que cantamos ontem, mas sabendo que você está bem e que foi só um susto. Tali, a Pitty está grávida! Tali, ontem eu vi uma parede lilás que era a sua cara! Tali, que saudade de você!

 

Momentos como esse que a vida nos dá, faz com que outras preocupações sejam apenas corriqueiras. Preocupações? Que preocupações? Tempestades em copo d'água. Quando as pessoas que a gente gosta estão com saúde, o resto dá-se um jeito. Tali, volta logo, por favor.

 

 "Ela dormiu no calor dos meus braços... e eu acordei sem saber se era um sonho...."

:: Postado por às 08h07
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Quarta-feira , 02 de Abril de 2008

E então que navegando pela internet a gente sempre acha uma coisa ou outra que então nos faz olhar para o próprio umbigo e dizer "nossa, como isso parece comigo".

AS 30 FRASES MAIS MENTIROSAS                                                                                                                                              (ditas ou ouvidas, o que importa é que é realidade)

1 - Pode deixar que eu te ligo.
2 - Puxa, como você emagreceu!
3 - Fique tranqüilo, vai dar tudo certo!
4 - Quinta-feira, sem falta, o seu carro vai estar pronto.

5 - Pague a minha parte que depois eu acerto contigo.
6 - Eu estava passando por aqui e resolvi subir.
7 - Não vou contar pra ninguém.
8 - Somos apenas bons amigos.
9 - Que lindo é o seu bebê.
10 - Pode contar comigo!
11 - Você está cada vez mais jovem.
12 - Eu nem reparei que você usava peruca.
13 - Você foi a melhor transa que eu já tive.
14 - Estou sem troco, leve um chiclete.
15 - Obrigado pelo presente, era exatamente o que eu estava precisando.
16 - Não se preocupe, essa roupa não vai encolher.
17 - Não se preocupe, essa roupa vai lassear.
18 - Essa roupa é a sua cara.
19 - Eu não pude evitar.
20 - Tudo o que é meu, é seu.
21 - Só vou por a cabecinha.
22 - Isto vai doer mais em mim do que em você
23 - Dinheiro não traz felicidade
24 - Você sempre foi a única
25 - Pode ir que vou depois
26 - Que bom que você já arrumou outra, estou feliz.
27 - Juro que não estava sabendo
28 - Não fui eu que contei
29 - Eu liguei, mas ninguém atendeu.
30 - Essas mentiras acima, nunca falei.


Adaptado daqui.

:: Postado por às 13h57
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Sabe assim quando a gente cansa?

Então.

:: Postado por às 13h28
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Terça-feira , 01 de Abril de 2008

Não gosto de posts com letras de música. Acho superficial, sabem? Porque por mais que a música tenha sentido pra você, se você não escreve o motivo, quem te lê continua viajando na batatinha. Mas dessa vez, a Laura me apresentou uma música que a partir de hoje vai passar a fazer parte da trilha sonora da minha vida. E me desculpem, mas não dá pra explicar.

Engenheiros do Hawaii - Pose

Vamos passear depois do tiroteio
Vamos dançar num cemitério de automóveis
Colher as flores que nascerem no asfalto
Vamos todo mundo...Tudo que se possa imaginar

Vamos duvidar de tudo o que é certo
Vamos namorar à luz do pólo petroquímico
Voltar pra casa num navio fantasma
Vamos todo mundo... ninguém pode faltar

Se faltar calor, a gente esquenta
Se ficar pequeno, a gente aumenta
E se não for possível, a gente tenta
Vamos velejar no mar de lama
Se faltar o vento, a gente inventa

Vamos remar contra a corrente
Desafinar o coro dos contentes

Vamos velejar num mar de lama
se faltar o vento a gente inventa

Vamos remar contra a corrente
Desafinar o coro dos contentes.

:: Postado por às 11h02
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