Filha, neta, irmã, sobrinha, prima. Inconstante, inexperiente, inconformada. Preocupada, exagerada, nervosa, ansiosa, irritada. Responsável, mas com uma pontinha de vontade de esquecer disso às vezes.
Só vontade mesmo. Chata. Perfeccionista, egoísta, impaciente, nojenta.
Vontade de ser individualista e auto-suficiente, mas todo mundo precisa de mais alguém pra ser um pouco mais feliz na vida. Amiga de gente aqui e ali.
E então prestativa, conselheira, caridosa. Humor sarcástico, mas ainda assim, humor.
Pré-balzaquiana, encalhada, careca e de regime (sempre), por sinal.


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Quarta-feira , 31 de Outubro de 2007

Tá. Tudo bem que eu nasci mulher. Sem poder fazer xixi em pé e em qualquer lugar, nem tirar a camisa quando tá calor. Ter que usar sutiã, menstruar todo mês, sentir cólicas. Parto. Amamentar, ficar com o peito caído. Ser OBRIGADA a ser magra pra ser bonita. Ouvir que "mulher no volante é perigo constante". Aprender a calibrar pneu. Ter que chegar em casa e fazer comida todos os dias. Ganhar salários menores que os homens. Preconceito na área de informática. E em tantas outras mais. Ok. Mas quem foi o INFELIZ que inventou que a gente tem que ir no ginecologista todo ano? Han? "Tira a roupa, deita aqui, põe uma perna aqui e a outra ali". E daí começa aquele processo lindo da sensação que tão enfiando um saca-rolhas bem lá. E a minha ginecologista faz isso como se tivesse plantando batata, sabem? Com a mesma dedicação. Talvez melhor assim do que "puxa, legal esse jeito que você aparou os pêlos, vou fazer também"...

 

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Terça-feira , 30 de Outubro de 2007

E então que ontem eu ía falar de comida. Mas daí fui me empolgando e saiu aquela coisa nada a ver. Hoje não vou perder o foco:

 

Dizem por aí que enquanto a comida característica dos gaúchos é churrasco e feijão tropeiro, a dos baianos é acarajé, a dos mineiros é torresmo com abóbora... a dos paulistas é pastel com caldo de cana. E sabem, tirando o fato da pizza de São Paulo ser a melhor do mundo (o que eu concordo plenamente), eu acho MESMO que pastel com caldo de cana é coisa boa. Porque quando eu estava no colégio, até a oitava série, a escola era bem na frente da feira de sexta-feira. E daí que eu chegava na escola de manhã e sentia aquele cheiro de pastel. E estudava com o cheiro de pastel. E comia pastel toda sexta-feira. E era legal, sabem? A cada dois pastéis você ganhava um de brinde! Conclusão, o lanche da escola era pastel com caldo de cana. TODA sexta-feira, sem exceção. Pastel de frango com catupiry, o melhor. Tinha até milho! Daí no colegial eu mudei de escola. Três ou quatro quarteirões pra frente da feira, mas nada que me impedisse de comer o pastel toda sexta-feira. Era até melhor, afinal eu tinha que andar esses quarteirões pra chegar lá, então já ía queimando as calorias no caminho! E então eu fui pra faculdade. Lá no outro lado da cidade! Nunca mais comi aquele pastel de frango com catupiry. Mas sabem, eu estudava de manhã, e na rua paralela à da facul, tinha uma feira. De quarta-feira. E tinha um pastel de queijo com calabresa divino! Calabresa cortadinha fininha, e cada rodela ainda dividida em quatro pedaços, na maior delicadeza. Nem moída, nem em pedaços grandes. E com um queijo maravilhoso! E então que eu fiz 5 anos de faculdade, comendo pastel de calabresa com queijo toda quarta-feira. Era até difícil de esperar chegar na quarta-feira. De terça tinha outra feira, um pouco mais longe. Mas o pastel não era tão bom, sabem? Então era só em caso de desespero pela demora da quarta-feira. Sem contar que na feira de sexta-feira não tinha barraca de pastel com japonês. E como tudo na vida tem pré-requisitos, comer pastel de feira em barraca que não tenha ao menos um japonês, não tem graça. O japonês da barraca de quarta-feira fez até amizade com o pessoal da facul. A gente se sentia em casa naquela barraca. Falávamos mal dos professores, que inclusive comiam pastel lá também. Maravilha. Daí que a facul acabou. Pós graduação só tem de noite. À noite não tem feira. Substituí por pães de queijo, mas não era a mesma coisa. Sente falta do que no seu período escolar? "Dos pastéis com caldo de cana das feiras", eu respondo. Meu inglês é à noite. À noite não tem feira. No inglês ontem: "você tem vício por doces?" Eu: "não, tenho por pastéis". E daí que semana passada me deu uma grande nostalgia a respeito dos pastéis passados. E eu decidi mudar essa situação. Domingo fui à feira "perto" de casa atolar num pastel com caldo de cana. "Perto" entre aspas, porque eu devo ter andado um quilômetro entre ida e volta. Verdade, foi o desespero. Por que não fui de carro? Eu explico: quando você está na escola, pode comer o mundo que você tem sempre aquele corpinho tchutchuco. Mas eu, na minha condição de pré-balzaquiana (vi essa palavra no blog da Bridget ontem e me identifiquei pacas), tenho que tentar não parecer tanto um bujão de gás de cozinha. Tento ser aquele bujão de gás de cozinha industrial, sabem? Que é mais alto, mais enxuto? Você pode até colocar uma capinha de florzinha naquele que fica relativamente bom. Mas no de cozinha caseira, nem pensar. E daí que eu andei um quilômetro pra comer um pastel de queijo e um copo de caldo de cana. Vício é um treco complicado. Faz a gente cometer cada absurdo! Mas domingo que vem já está marcado. Eu ainda preciso experimentar todos os pastéis da barraca pra ver qual é o melhor...

 

:: Postado por às 09h22
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Segunda-feira , 29 de Outubro de 2007

Daí que eu sou paulista. Nascida no Hospital São Paulo. Cresci aqui, vendo o trânsito, vendo as pessoas correndo, vendo o nascer do sol de dentro do ônibus na ponte em cima do Rio Pinheiros. E sabem, apesar de toda a loucura, o congestionamento, a pressa, o povo te encochando no ônibus... o nascer do sol de cima da ponte do Rio Pinheiros é lindo. E não venham me dizer que a sujeira, o mal cheiro, as autoridades, a população, e blábláblá... que isso eu já sei. E pra quem não souber, vê ali o Jornal Nacional, que vc fica sabendo.

 

Daí que paulista é uma tranqueira preconceituosa e tal. São Paulo é a cidade onde mais tem gente de outros Estados do Brasil, mas mesmo assim a gente não se acostuma. Xingar no trânsito inclui a palavra "baiano" (e eu bem me lembro que os baianos são tão calmos, tão pacientes, tão MAIS GENTE que a gente)... E quando alguém diz que o Rio de Janeiro é lindo, a gente diz que é cheio de favela e de ladrão - como se aqui também não fosse (e eu bem me lembro que lá é LINDO! Cidade linda, praia linda!) Falou em Rio Grande do Sul? Ah, é tudo gay. Mineiro? Povo lerdo, uai.

 

Esses dias eu tava assistindo uma entrevista da Regina Casé no programa da Marília Gabriela. E sabem, eu devia ter gravado. Ela dizia que os programas que ela faz são sim do tipo "vamos entrar ali na panela alheia e fazer de conta que a gente é da casa", e que isso é legal mesmo, mas que tem tanto lugar tão pobre, tão miserável, com pessoas tão sem oportunidade pra nada, e que muitas vezes ela tem que fazer o programa ali no meio de gente que não tem nada. E que então ela resolveu consigo mesma, que não importa onde ela fosse parar, que ela ía sempre pesquisar, procurar saber as coisas legais de cada lugar. Porque é impossível que algum lugar do mundo não tenha alguma coisa boa pra mostrar ou pra falar. E porque mostrar as pessoas em situação difícil, vivendo no meio do lixo, sem ter o que comer, é fácil demais. Bom, eu já falei demais e o assunto nem era esse. Agora, fica pra próxima..

 

:: Postado por às 14h50
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Quarta-feira , 24 de Outubro de 2007

Tá. Eu sei que vocês cansam do fato de eu falar muito do Lost. Compreendo. Vamos mudar de assunto então. A bola da vez é Smallville. É, porque quando eu vi todos os Losts disponíveis, precisei mudar de série. E então o meu irmão que é fã de Smallville está me fazendo assistir todas as 6 temporadas. Enfim, problema dele, porque aqui funciona a democracia e depois disso ele vai passar a assistir 9 temporadas de Friends. E sem reclamar. Ok, vamos lá:

 

 

- Smallville só faz sucesso porque tem uma tal de Lana Lang que tem cara de ferret e olhar de peixe morto (procura no Google se você não souber o que é um ferret - aliás, em qual mundo você vive??).

 

- Clark Kent. Xô ver o que eu vou falar do cara. Bom, tem olhar de peixe morto. Não sabe o que quer. Não sabe se vai ou se fica (musiquinha do Tentação, uhu). Não sabe se gosta de loira ou morena. De verde ou de amarelo. De sol ou de chuva. Enfim, um banana.

 

- Chloe na minha opinião dá de 10 a zero no ferret Lana. É, antenada, sabe de tudo, pesquisa tudo, inteligente. E não sai dando tanta lição de moral tipo a Lana. Problema é que ela acha o Clark a última jujuba do pacote. E isso não combina com todas as qualidades anteriores.

 

- Lionel Luthor me lembra a minha mãe. Vamos pular então pra evitar declarações constrangedoras.

 

- Lex Luthor é o cara. Careca demais pro meu gosto, confesso. Mas anda bem vestido, desfila de carrão, tem tato com as mulheres, tenta ser amigo, e aguenta o banana do Clark. Tá, ele é sufocado pelo pai, mas eu entendo perfeitamente, afinal o pai dele parece com a minha mãe. Eu sei que lá na frente ele vai ser do mal, vai acabar com o Clark e tudo. Mas pô. O cara tem motivo. O coitado não tem um minuto de sossego, tá lá na paz jogando sinuca e sempre entra um chato pra encher o saco. Em TODOS os episódios tem alguém reclamando de alguma coisa pro coitado. Sabem, ele tem toda razão em virar pro mal. Eu dou o maior apoio. Sem contar que ele confia no Clark, é amigo, protege e tal. E o banana mente pra ele. Ah não. Eu voto no Lex. Ok, ele não tem todo aquele charme, toda aquela covinha, aquela cara de safado e aquele cabelo jogadinho do Sawyer... Mas quem não tem Sawyer, se contenta com Lex. Aliás deviam contratar o Sawyer pra fazer uma ponta nesse Smallville. Num dia ele ía pegar Lana, Chloe e mais a escola inteira e ía deixar os bananas com a maior cara de bunda.

 

- Cara de bunda. Já repararam? TODO MUNDO nesse seriado tem cara de bunda. É um tal de "ai Lana - e faz cara de bunda", "ai Clark - e faz cara de bunda". Chloe olha com cara de bunda apaixonada para Clark, que olha com cara de bunda apaixonada para Lana, que olha com cara de bunda de ferret para Clark. Ah, tenha dó. Devia chamar BundaVille.

 

- TODO episódio é a respeito de alguém que bebeu/injetou/inseriu/enfiou/engoliu criptonita. Negócio complicado essa criptonita. Verifique aí na embalagem se o sabonete que você usa todo dia não vem com criptonita. E cuidado que deve pegar por osmose. Ou no ar. Ou pela chuva. Legal que eles só mostram a criptonita entrando no corpo, nunca saindo. Ninguém nunca comentou que evacua verde. Sabem, criptonita está em todos nós. Semana passada eu fui ver o Resident Evil 3 no cinema, e os mortos-vivos do filme estavam tão fortes que eu tenho certeza que eles tomaram criptonita. E sabe aquele povo que chacoalha a perna? Criptonita, pode crer. E teve um episódio aí que a mina bebeu vitamina de criptonita e emagreceu mais de 10 quilos por dia. Tou procurando aqui no Google onde eu acho essa maravilha.

 

- Daí que o Clark sempre tem que procurar alguém que sumiu/desapareceu/escafedeu-se. E daí minha gente, usa visão de raio-x! Ah, assim fica fácil. Queria ver se tivesse que cavar, procurar por satélite, cães farejadores. Visão de raio-x, meu filho? Assim até eu!

 

 

 "Somebody saaaaaaaaave meeeeee...."

:: Postado por às 11h03
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Terça-feira , 23 de Outubro de 2007

É legal pensar que uma criatura faz natação há quase 11 anos e não sabe fazer viradas na piscina. Sim, eu. É, não sei. Pra quem não sabe, virada é quando vc está nadando, chega na borda da piscina e precisa voltar. Rápido, e sem colocar os pés no chão. E então que ontem eu vi lá no meu plano de treino: vai craw, faz virada, volta costas, 10 vezes. Eu li vai craw, tentativa suicida, volta costas, 10 vezes. Tentativa suicida porque a virada é propriamente uma cambalhota que vc faz dentro da água. Sabem cambalhota? Que vc faz quando está no pré-primário? Eu nunca tive esses pensamentos suicidas nem quando estava no pré-primário. Cambalhota pra mim não era comum. Nem de frente, nem de costas. Virar estrela então... coisa de outro mundo. Plantar bananeira? Esquece. E daí que com toda essa idade nas costas (anda pesando) eu precisei virar cambalhota 10 vezes na piscina ontem. Sabem, foi legal. Na primeira eu afoguei. Na segunda eu afoguei. Na terceira eu vi o Leonardo di Caprio. Titanic, sabe como é? Na quarta eu vi a Rose. Na quinta eu vi o Leonardo, a Rose, o Titanic e os violinistas. Na sexta virada eu pensei que o nome do Leonardo di Caprio no filme é Jack. E que o nome da atriz que faz a Rose é Kate Winslet. Na sétima eu vi Jack e Kate. Na oitava, Jack, Kate, Hurley, Said e a ilha do Lost. E pensei que na hora que eu visse o Sawyer é pq teria morrido e estaria no paraíso. Daí eu gostei.

 

E daí eu fiquei pensando quais os efeitos de ter bebido metade da água da piscina. Água tratada com ozônio. Tomara que meu estômago curta um ozônio. Porque se a água fosse tratada com sal, tudo ía ficar meio salgado dentro de mim. E se fosse tratada com cloro, tudo ía ficar limpinho, né? Daí eu pensei que se eu fosse dona de uma academia, trataria a água com creolina... hoho... sou má. Creolina pelo menos mataria todas as substâncias existentes na água. É, porque eu não nado sozinha, né. E água é um treco meio anti-higiênico se vc for pensar... Mas nessas horas a gente finge que não tem cultura, que não estudou, que não sabe de nada e não viu nada. E que a água é pura e cristalina. Porque se eu for me estressar com a higiene da água, melhor não respirar também. Você sabe quantas substâncias vc inspira e coloca dentro do seu organismo? Não, né? Deixa pra lá então.

 

Voltando ao ataque suicida, a prática leva à perfeição. Não, eu não disse que eu aprendi a virada. Disse que aprendi o processo. Executar já são outros quinhentos. E daí que eu vou revelar pra vocês:

 

COMO FAZER VIRADA NA PISCINA (porque eu não aguento mais ver as pessoas procurando "como envernizar porta" no Google e tendo como resultado o meu blog):

 

1 - Vai nadando craw.

2 - Quando vc ver que o azulejo da borda da piscina estiver bem perto da sua cabeça, fique esperto e não pare.

3 - Quando vc tiver a CERTEZA de que se você esticar a língua vai conseguir tocar o azulejo - exatamente essa distância da borda, nem mais nem menos - dê uma cambalhota.

4 - Se você não bater a cabeça no azulejo, encoste os pés na borda no fim da virada e impulsione para frente, pra voltar.

5 - Tente subir à superfície - se você não tem escamas e possui aparelho respiratório mamífero - para conseguir respirar e voltar.

6 - Prenda a respiração durante todo o processo (apesar de não adiantar, a água da piscina é assassina e entra por todos os buracos que vc tiver no corpo - umbigo também é um buraco)

7 - Se você bater a cabeça no azulejo ou não conseguir subir à superfície, vai pensando no que você quer dizer pro di Caprio quando passar pro lado de lá.

 

:: Postado por às 09h37
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Segunda-feira , 22 de Outubro de 2007

Nasci pra ser bruxa. Na minha casinha roxa no alto da montanha, vendo tudo lá de cima e sem nenhum carro estacionado na porta da minha garagem quando eu fosse sair. Conversar comigo mesma, cantar enquanto faço minha própria sopa. O bom é que eu não vou precisar mais ir ao shopping, deixar o carro estacionado na vaga e depois ver que o infeliz que estacionou ao meu lado bateu a porta do carro e amassou a minha lataria. Casinha roxa no campo, ai que sossego. Longe de tudo e de todos. Sem amigos interesseiros nem grudentos. Ai que paz. Prometo ter internet e escrever neste blog quando eu mudar pra lá...

 

:: Postado por às 14h34
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Quinta-feira , 18 de Outubro de 2007

Achei que eu já tinha visto de tudo em trânsito. Gente bater de propósito no carro alheio, sequestro no farol, criança de 3 anos dizendo que é um assalto e que está armado, perseguição, zigue-zague, gente que mata pq o outro fechou ou não deu passagem.

 

Daí que ontem eu estava tranquilamente no trânsito. Sozinha. Com os vidros fechados (porque sou mulher e não me arrisco em andar com eles abertos). Ouvindo minha musiquinha, cantando. Tranquila. Daí veio um infeliz. Espírito de porco mesmo. Estava eu na extrema esquerda da rua, e a criatura vinha de cima da calçada pra entrar na minha frente. Eu, solidária que sou no trânsito, não deixei passar. Ele, embicou o carro na minha frente e eu não tive escolha senão esperar. Sabem, meu carro é preto e com os vidros escuros, porque eu acho que ter um carro vermelho e com bichinhos de pelúcia pendurados ajuda 50% nas questões de trânsito onde passam em cima de você. É, pq pra mim carro vermelho é sempre de mulher. E só isso faz com que você seja menos respeitada no trânsito (ok, é só uma opinião, vc pode ter um carro vermelho e se dar bem no trânsito de São Paulo, independente se você for homem ou mulher - e principalmente se o seu carrinho vermelho for uma Ferrari). E tá, eu não tenho nada contra mulheres no trânsito. Até acho que 2% delas dirige muito melhor que muito homem por aí...

 

Acontece que o museu embicou o carro na minha frente e eu deixei passar. E daí ele não foi. E então eu fui, e daí ele foi também. Então eu tive que parar. Ele parou também. Sabem aquela musiquinha daquele programa do Silvio Santos, Tentação?  "Não sei se vou ou se fico, não sei se fico ou se vou! Se vou, eu sei que não fico, se fico eu sei que não vou!" Então. Eu costumo cantar essa música no trânsito, é tanta gente indecisa, que pra não chorar eu canto! Mas ontem eu fiquei com raiva. Meti a mão na buzina. E eu não fico satisfeita com um simples "Bii", sabem? Pra mim é "Biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii". E então que feito isso eu desviei do cara e fui em frente. Daí que o indivíduo saiu da calçada e costurou meia dúzia até chegar do meu lado. Eu, superzen (isso me lembra a noiva dias antes do casamento, a gente lá se matando pra pendurar os arranjos na parede e ouvindo ela dizer que tava "superbem, superzen"). Então, eu, superzen ali no trânsito, ouvindo a minha musiquinha de balada feliz da vida, num volume considerável e com os vidros fechados, apenas percebi que aquele ser "humano" parou do meu lado e colocou a cabeça pra fora pra me xingar. Sabem, nessa hora nunca passam aqueles motoqueiros correndo desesperados pra entregar a esfiha do Habibs em 28 minutos. É a única hora que eu torço pra eles passarem. E eles não passam! Mas então que o infeliz xingava e eu somente percebi, porque nem olhei pro lado, protegida que estava pelos meus vidros fechados e escuros, e meu sonzinho de balada. Ele, xingando desesperadamente do meu lado. Eu então, ainda não totalmente feliz por não estar vendo nem ouvindo o que era dito, e após anos de treino, fiz aquele sinalzinho básico com a mão. Bem pertinho do vidro, pra ele ver, mesmo sendo escuro. Momento máximo, sabem? Eu treinei anos pra conseguir levantar o dedo certo. Porque na escola eu sempre fui certinha a ponto de não sair mostrando pras pessoas, por mais que elas merecessem. Mas no trânsito é questão de honra. Tá certo que eu ainda não consigo fazer o sinal com a mão esquerda, acabo sempre levantando o dedo anelar ao invés do médio, mas ontem o cara estava numa posição privilegiada, à minha direita. E o meu dedinho médio da mão direita eu já aprendi a levantar.

 

Sabem o seu Madruga, do Chaves? Que fica com tanta raiva que o máximo que consegue fazer é tirar o chapéu e pisar em cima? Foi assim que o cara ficou. Eu tava vendo a hora que ele ía tirar a calça e pisar em cima no meio do trânsito. É, porque eu não ouvia o que ele dizia, não olhava pra cara dele pra que ele pudesse expressar a fúria, e ainda tava mostrando o dedo! E então, num acesso de piripaque, ele cuspiu no meu carro.  Claro que eu, sem perder a pose, nem olhei pro lado. Mas quando percebi, meu estômago levemente embrulhou. Tudo bem, nada que não se resolvesse com um balde de água. Mas eu juro que tudo o que eu tinha comido naquele café da manhã e mais o jantar do dia anterior, tudo começou a conversar lá dentro do meu estômago. Daí eu fiquei pensando. Vocês assistiram o filme "O Pestinha"? Que o menino mexe nos equipamentos do parque de diversão, deixa tudo girando rápido e as crianças começam a vomitar em jatos? Eu lembrei desse filme naquela hora. E até que ía ser legal se eu vomitasse em jatos. O cara cuspia no meu vidro, eu abria a porta e vomitava na cara dele. Uhh.. nice!

 

Perdão pessoas, pelo post nojento. Relembrando e escrevendo assim, volto a ter aquela sensação. Mas eu precisava contar pra vocês o ocorrido e alertar pra que quando forem brigar com alguém no trânsito, fechem o vidro!  O carro, eu já lavei ontem mesmo quando cheguei. Joguei água, esfreguei, muito sabão. O vidro tá brilhando, mas mesmo assim sempre que eu olho pra ele meu estômago se manifesta. Tou pensando em lavar com água sanitária pra ver se desinfeta.

 

:: Postado por às 10h38
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Sexta-feira , 05 de Outubro de 2007

Eu acho que nunca gostei tanto de um seriado como gosto do Lost. Ok, esse já foi um papo de tempos, faz tempo que foi o seriado febre do momento, e que com o passar dos episódios foi ficando levemente xoxo. Mas é que eu esperei acabar a terceira temporada pra poder comprar os dvds (piratas, mas não espalha) e poder ver tudo de uma vez. Primeiro porque eu fico tão ansiosa pelo próximo capítulo que sou capaz de ver uns 4 ou 5 de uma vez só. E segundo pq a maravilha do canal da tv a cabo que passa o Lost resolve passar o capítulo em plena segunda feira (que eu tou no inglês). E reprisa na terça, 11h da manhã e 16h da tarde. Tipo assim, só pra quem não trabalha. E eu não estou inclusa nessa categoria.

 

Agora vamos comentar: menina (ou menino), que raio que foi aquela atuação do Rodrigo Santoro?? É, porque o cara aparece do nada dando a descarga no banheiro, troca duas ou três palavras e cava uma cova. Legal. Daí que o cara que ele mata faz questão de dizer que ele é brasileiro, e o nosso Rodrigão tem a capacidade de matar o véio por um saquinho com meia dúzia de diamantes escondidas em três bonequinhas (que eu achei uma graça!). E então que o cara mergulha na água cheia de defunto pra catar a mala e esconde os diamantes com medo da mulher deixar ele pq já tinha o que queria. Ô, meu filho, fala sério. Cê não se garante não? Não, né? Eu sei. Daí que a fulana olhou pra ele como se ele fosse um porquinho assado no forno e descobriu que ele tinha pego as pedrinhas só pra ele. E então que o cara chorou. Ah, Rodrigão, pelamordedeus. Enfim, ela joga uma aranha que pica os dois, ficam paralisados e o povo da ilha pensando que estão mortos, enterram os dois na mesma cova não sem antes jogar os diamantes em cima deles. E daí que acabou a atuação do Rodrigo Santoro no Lost. Enterrado vivo. Fala sério meu filho, uma semana lá com o bonitão do Sawyer e tu não aprende nada? Vai dar descarga, vai...

 

:: Postado por às 14h43
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