Terça-feira , 22 de Julho de 2008
Eu achei que fosse um ser normal. Até a Srta Diazepan me recomendar um meme sobre bizarrices da minha pessoa. Recomendar E dizer que sou estranha. Veja bem a impressão que eu passo para as pessoas. Deve ser por isso que eu tou encalhada nessa altura do campeonato. Mas eu digo que é pior pra eles, que não sabem o que estão perdendo. Uma pessoa estranha é bem mais divertida do que uma normal. Ah, coisa chata ser normal...
Tá, foi difícil. Apontar as bizarrices alheias é bem mais fácil do que olhar pro próprio umbigo e pensar se aquilo que você faz é normal ou deixa de ser. Mas eu tentei:
1 - Eu acho legal abraçar árvores. Não sou hippie, nem filha de, nem neta de. Mas é que eu acho gostoso, você estica assim os braços e nem sempre consegue juntar as mãos do outro lado. Tremendo exercício de alongamento, e sabe como é, essa coisa de estar encalhada realmente pega.
2 - Não gosto de banana muito madura, nem miojo muito cozido, nem nada que seja muito mole (e o engraçadinho que fizer piadinha nos comentários me espera na saída). O fato é que se no pacote de miojo estiver falando que o mesmo fica pronto em 3 minutos, o meu fica em 1 minuto e meio. Quase cru. E o bom é que não engorda...
3 - Eu gosto de arrumar o guarda-roupa. Parece normal? Uma vez por mês. Ainda te parece normal??
4 - Guardo os papéis de presentes que ganho. Mas é por um bom motivo: no próximo Natal, eu vou embrulhar meus presentes para as pessoas. E vou fazer aqueles pacotes que você abre, abre, abre e tira papel daqui, e tira papel dali, e o presente mesmo não chega nunca. Então eu tenho a minha coleção de papéis de presente usados durante todo o ano, pra embrulhar um presente pra um coitado de um infeliz que vai demorar meia hora pra abrir quando o Natal chegar. Legal. A dona da casa ama a papelada jogada no chão...
5 - Eu faço provas de trás pra frente. Sempre foi assim, eu nunca tenho paciência de começar pela questão número 1, sempre acho que a 50 é mais interessante...
6 - Gosto de escutar quase tudo que dizem ao redor de mim. Num almoço de família, meia dúzia de conversas isoladas, eu procuro escutar todas. A conclusão é que procurando ouvir todas, eu não presto atenção em nenhuma, nem na que estão falando comigo. E aí na ânsia de saber de tudo, não fico sabendo de nada. E a pessoa que fala comigo realmente teria mais sucesso se falasse com as paredes.
7 - Quando vou comprar alguma roupa, eu só provo duas vezes. Se passar de duas vezes e mesmo assim eu não me decidir, ou compro sem provar, ou não compro. Inclusive vestido de festa. Provei a primeira vez, "ah, que lindo", provei segunda vez "nossa, ficou bom" e se, por acaso, eu tiver que provar uma terceira "tá ridículo, tá horrível, tou gorda". É, porque eu começo a suar, e o treco começa a melar, e o pano começa a grudar, que a partir daí eu vou achar tudo horrível.
8 - Eu fico agoniada quando tem alguém chacoalhando a perna perto de mim. É, porque eu acho que quem chacoalha a perna tem problema, e você já reparou que isso pega? Pega! O fulano tá chacoalhando, e quando você vê, está também! E gente, sério: qual é o fundamento de chacoalhar a perna? Quase todo mundo chacoalha, e eu odeio isso. Então, se for alguém conhecido, eu seguro a perna da pessoa para que pare com isso. E se não for, eu saio de perto, antes que fique louca.
9 - Quando acaba a luz e eu não tenho nada pra fazer a não ser olhar a vela acesa: passo a mão no cabelo, tiro meus fios soltos (não arranco não, eu já tou ficando careca!), e vou queimá-los. É divertido, você vê o cabelo se contorcendo, agonizando. Ha. Eu não sou normal... rs
10 - Eu ponho o arroz em cima do feijão. E acho o cúmulo quem faz isso ao contrário. Aqueles grãos de feijão em cima do arroz, coisa feia. Bonito é fazer a ilha de arroz, no mar de feijão. Aí sim. E ah, não misturo a comida no prato. Eu separo tudo, pra ficar bonitinho, e arrumo no garfo conforme como. Mas conheço um monte de gente que faz prato de pedreiro por aí...
11 - Não consigo dormir se não tiver alguma coisa pra cobrir. Pode estar calor de 40 graus, mas eu preciso de um cobertor.
12 - Eu não abaixo as calças completamente quando estou no banheiro. Sei lá, maior frio nas pernas. Mas sei que a maioria do povo deixa a calça lá no pé. Esse povo não sente frio, será?
13 - Não fale comigo de manhã. Via msn pode, mas se eu tiver que abrir a boca e literalmente FALAR nas duas horas seguintes ao fato de eu ter acordado, eu não vou gostar.
14 - E ah... eu falo sozinha... mas isso é normal, vai...
E eu vou recomendar: tia Sissi, Taty e Jana, tão anormais e bizarras nesse mundo quanto eu... hoho.

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Rê
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Segunda-feira , 21 de Julho de 2008
Fim de semana, maravilha. O que fazer? Eu fui ao cinema. Batman, claro, que eu queria MUITO ver. Só que assim como eu, mais o resto do mundo todo. Shopping lotado, pessoal saindo a tapa pra conseguir vaga pra estacionar, fila quilométrica, muito tempo em pé, e só a sessão da meia-noite e dez disponível. Bem, já estávamos lá. O jeito é ver essa. E venho por meio deste declarar que:
- Eu acho que as poltronas de cinema deviam ter uma extensão reclinável pra pôr os pés, uma coisa mais confortável, pra esticar as pernas, umas almofadinhas e tal e acho que deviam abaixar um pouco o volume, sabem como é, aqueles picos de som durante o filme meio que atrapalha.
- E acho que se a pessoa dorme no filme, devia ganhar o ingresso pra ir de novo. É, porque a sessão da meia-noite e dez realmente não é o meu forte. Sei que o filme acabou 3 horas da madrugada, e eu incomodada com a minha perna que doía, mas dormindo feito um anjo, se não fossem os aumentos de volume durante o filme.
- Se o filme é bom? Não sei, deve ser. Sei que a maquiagem do Coringa tava ótima, a interpretação mais ainda, mas o fato é que se você pensa que um personagem de roupa preta e voz modificada por aparelho seja Darth Vader, se engana profundamente. O Batman invejou o cara e agora também tem seus efeitos na voz. E pelos picos de som que me acordavam durante o filme, deve ter sido bom. Eu acho.
- O fato é que, se você é ator de cinema e quer promover seu filme, morra. Sério, não tem propaganda melhor. Mas tem que ser uma morte misteriosa, não vai morrer de pneumonia que não adianta. Morra, e espere a superbilheteria, os sucessos de crítica, o oscar. Pena que morto você não vai poder aproveitar os coquetéis oferecidos aos premiados....
- Sei que na saída do cinema, tinha uma mulherada lá reclamando que o filme não era bom, mas pelo pouco que vi, posso afirmar que certas coisas não foram feitas para certos tipos de pessoas no mundo. Acho que além da censura de idade, devia ter indicação, tipo "recomendado para pessoas que têm cérebro e senso crítico de análise, se não é o caso, favor ver High School Musical."

PS: Dormir em cinema, ou até mesmo em filme visto em casa, é muito raro no meu caso. Muito mesmo. Porque eu odeio perder o filme, acho que se a gente aluga, se paga pra ver, tem mais é que assistir. Mas esse já é o segundo caso, em cinema que fui assistir a sessão depois da meia-noite. E já sei que esse horário não é pra mim. Ódio de ter perdido o filme!
PS2: Alguém quer ir comigo, pra eu tentar ver de novo???
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Rê
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Sexta-feira , 18 de Julho de 2008
Ah, o amadurecimento.... deve ser aos 20 anos e tralalá que a gente se dá mesmo conta do nosso papel no mundo. As mulheres, né? Porque a maioria dos homens nem se dá conta. Mas daí que eu já me localizei nesse mundão. Já sei pra que vim. E isso é mesmo um assunto profundo, você já pensou qual a causa/motivo/razão ou circunstância da sua presença nesse mundinho de Deus? Eu já. Eu vim ao mundo pra exercer a paciência. Verdade. E isso nem é o pior, o negócio é que tudo e todos à minha volta conspiram para que eu tenha que exercê-la. E aí o negócio piora de vez. É como se as pessoas combinassem, enquanto durmo, para que meu dia seguinte seja o máximo de irritante possível, para que eu exercite todo o tempo a minha função de paciência na Terra. E o pior é que conseguem. Hoje o papel ficou por conta também das operadoras de serviço. Ah, que beleza que é a tecnologia. Celular, internet, tv a cabo. Maravilha. Temos que pagar as contas, afinal tudo tem seu preço, e na minha opinião, é justo. O que não é justo é o pagamento dos funcionários que executam serviços FUNDAMENTAIS pra quem mora nessa cidade cheia e maluca. Pensa bem, que um carteiro anda horrores só pra ir na sua casa entregar um mísero de um boleto, que se você não pagar na data certa vai te dar uma dor de cabeça dos infernos. E eu confesso que nem me atentei a respeito da real reivindicação dos correios, mas acho que não importa, um serviço fundamental desse não pode parar nessa cidade! E o governo não entra em acordo com eles por que? Ah, porque senão esse dinheiro a mais vai fazer falta no bolso dos bandidos de colarinho branco, claro. Pra nós, para os funcionários do correio, pode ser um dinheirão. Mas vai perguntar pro Daniel Dantas se ele não acha uma merreca. Enfim, merreca sim, merreca não, faz falta no montante anual que os bambambans da vida roubam todos os dias dos nossos bolsos. Aliás, vocês viram que confundiram o Daniel Dantas, ator de novela, com o verdadeiro sem-vergonha? Esse país é uma palhaçada. E aí, eu, reles mortal, que tenho que dar um jeito de botar (é, feito galinha) um boleto para pagamento de cada uma das minhas contas, vou apelar pra que? Pra internet, claro. Essa maravilha da modernidade. E aí eu descubro que a modernidade é sim uma maravilha, pena que esteja na mão de gente tão incompetente, que não consegue pensar que numa cidade onde quem anda mais devagar voa, TEM que oferecer serviço de acordo com a demanda. Mas não. O serviço funciona só para duas ou três pessoas. E quando TODO MUNDO precisa, dá pau, o serviço não atende. Lindo, né? Foi isso que aconteceu com o Speedy que caiu esses dias atrás e deixou a cidade quase que parada. Ah, vai ser incompetente assim nos quintos dos infernos! Sorte deles que eu não sou ninguém que tenha voz ativa nesse mundo.


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Rê
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Quarta-feira , 16 de Julho de 2008
Do que a gente quer ser quando crescer...
Eu queria ser bailarina. Sério. Pensava nos frufrus cor-de-rosa, e era maria-vai-com-as-outras. Toda menina queria ser bailarina quando crescesse, na minha época. Veja bem, eu, Grinch desse jeito, bailarina. Ha. Lembram de uma novela que teve aí há um tempo atrás, que tinha uma mãe que obrigava a filha a ser bailarina? E a menina não queria, queria mesmo é atolar nos sanduíches e sorvetes, mas era obrigada a viver de alface e então a mãe pegava ela escondida no armário comendo sanduíche? Então. Eu. A diferença é que ela era obrigada, e euzinha, por vontade própria, na primeira aula de ballet, nos plie da vida, já vejo a professora lá "Renata, sparcat!" "Quem, eu? Ha. Tchau, te vejo no Mc Donalds...."
Naquela época, as meninas queriam ser bailarinas, e os meninos, autronautas. Veja bem. Que PORRE que deve ser a vida de um astronauta. É, porque sair da Terra é mesmo só em último caso, e mesmo assim já vai despedindo dos parentes, porque não se sabe se você volta vivo. Nem se volta. Então, a maior parte do tempo um astronauta passa treinando. Treinando o que? Os botõezinhos pra apertar? Dormir em cápsula? Vestir aquela roupa quente? Flutuar? Veja bem que ENJÔO que deve dar num indivíduo que passa a vida flutuando pra lá e pra cá. Ah, não. Que? Comida em forma de pasta de dente? Tá. Vê aí um número 5 com batata grande e suco e uva e mais um nuggets com 6, molho caipira pra acompanhar. Em pasta? Não, sem condições.
Jogador de futebol, cantor, atriz. Hoje as ambições são outras. E daí a gente vê pela tv gente que passa horas em filas quilométricas pra ir lá cantar, dançar, representar, sapatear e assoviar chupando cana, pra ver se consegue ser um High School Musical da vida. Eu acho divertido, morro de rir com aquele ídolos. Mas admiro quem tem ambições mais reais. Há muito tempo atrás, um indivíduo veio me contar que quando era criança, a professora pediu pra desenhar o que cada um quisesse ser quando crescesse. E que ele queria ser piloto de Fórmula 1, mas como não sabía desenhar um carro de corrida, desenhou um caminhão. "É, professora, eu sempre quis ser caminhoneiro."

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Segunda-feira , 14 de Julho de 2008
Não, não morri. Nem fui abduzida. Mas eu tava lá, no alto da montanha de uma cidadezinha do interior, pra lá das 10 horas da noite, vendo tv. E eu, paulistana do trânsito como sou, estranho essas coisas assim de silêncio do interior, sabem. Verdade, essa coisa assim de ouvir o nada me deixa com coisas. Mas daí que eu tava lá, com meu irmão, vendo sei lá o que na tv que eu nem lembro mais. Lá fora o silêncio aterrorizante. E daí que eu ouço passos. "Theck, tcheck, tcheck" lá fora. Mas não era tão lá fora assim, era ali, há três ou quatro passos de mim, exatamente do lado de fora da porta da sala, no quintal. É, pra cá do muro, e pra lá da porta da sala. "Tcheck, tcheck, tcheck" (fazia tcheck-tcheck porque é interior, tem grama lá fora, tem folhas das árvores que caem, e se você for prestar atenção, quando a gente pisa em folhas de árvores secas, faz tcheck-tcheck, ué). Tá. Eu ouvi a primeira vez e pensei "ah, tou ouvindo coisas, deixa eu voltar para a tv e ver isso aqui que eu nem lembro mais que tá passando, afinal esses barulhos de passos lá fora já tiraram toda a minha atenção". Beleza. "Tcheck, tcheck, tcheck. TCHECK, TCHECK, TCHECK! Tchecktchecktchecktcheck." Aí meu irmão olhou pra minha cara. Olhos esbugalhados. E eu sussurrando pra ele "tá ouvindo alguém andando lá fora??" Ele balançou a cabeça que sim. Pronto, tava feito o pânico. Os dois paralisados no sofá, olhando para a porta de vidro, esperando um vulto passar. É, porque estava MUITO próximo o barulho. E nesses 5 minutos que pareceram 50, eu pensava: "mas puxa vida, nessa cidade em que nada acontece, que escurece e não se vê mais ninguém na rua, parece que a cidade dorme com o sol, e que TODO mundo fala que é tranquila, não tem ladrão, as casas têm muro só pra enfeite, todo mundo se conhece, Minas Gerais, caramba! Pão de queijo e tal, com tanta comida boa POR QUE RAIOS só porque hoje estou aqui tem um ladrão exatamente hoje e exatamente rondando a casa em que eu estou????" Tá. Ladrão, beleza. Vai roubar o que? O tapete? O sofá das Casas Bahia? Ha. Quero ver esse ladrão com o sofá pesado nas costas. É, ele pode roubar as beliches. Vai ser divertido também. E o barulho diminuiu. Hora de desparalizar do sofá e ir olhar pelas frestas das janelas, ver o tamanho do ladrão. "Dan, pode ser um cachorro!" "Cachorro? Tá louca? Isso é passo pesado, só se esse cachorro pesar mais de 50 quilos" MEDO. Fui olhar na cozinha, onde os vidros não são mesclados, dá pra ver do outro lado. ESCURIDÃO. Ê beleza, cidade do interior tem só 2 postes de luz por rua! Eu olhando a escuridão, e pensando "seja lá o que estiver lá fora, tá me vendo e eu não consigo ver." Ha. Vou olhar da veneziana da janela. E então enquanto eu olhava pelas frestas, comecei a pensar que a casa é relativamente perto do cemitério. "Ah, eu no escuro, interior, e um fantasma. Era só o que me faltava. Mas ok, fantasma também não tem massa. Então não pode ter pisadas pesadas. Pô, fantasma não flutuava? Ok, o fantasma tá descartado. Vixe, e aquela história que a prima tava contando, do primo do amigo do vizinho do cunhado do padrasto do fulano, que virou lobisomem? Ahhh, pronto. Eu e o lobisomem, xuxu beleza. Será que eu consigo tirar uma foto? Mas ele vai querer o que de mim? Chupar meu sangue? Não, isso é vampiro que faz. Mas pensando bem, e se for um CHUPA CABRA??? AAAAAAAhhh que cara será que isso tem? MEDO. Mas em Minas nem tem cabra, tem? Eu nunca vi não. Minas tem é ET. Mas Varginha fica lááááá longe. Será que o ET veio de ônibus?" E então que eu, insanamente pensando tudo isso enquando espiava a janela, acordei meus pais, que estavam dormindo ali. Haha. Pensaram que assombração era eu, em pé no meio do quarto, olhando pra janela, mais meu irmão em pé na porta, pra avisar caso o chupa cabra entrasse pela sala. Cara amassada de quem acha que o mundo está de ponta-cabeça: "Quié que raios vocês estão fazendo?" "Nós estamos ouvindo alguém lá fora" Tá. Levantaram. Toca abrir a casa, acender as luzes, andar lá fora, o frio congelante da cidade que fica próxima à serra da Mantiqueira. "Ó, não tem nada, deve ter sido alguém na rua, aqui é alto da montanha, faz eco, eu vou dormir". Certo. Foram dormir. Casa fechada, luzes apagadas. Eu e meu irmão na sala, tv ligada. Tá, não tem nada. Passa meia hora. E a gente escuta o barulho de alguém abrindo o portão. Ah, pelamordedeus. Sabe QUANDO que eu vou morar num lugar silencioso e tranquilo? Mas nunquinha!! Eu AMO São Paulo, amo meu trânsito, o barulho do ônibus descendo a rua de madrugada, o louvor dos crentes no último volume na igreja da esquina, o vizinho que escuta Calypso. Os adolescentes voltando da balada às 4h da matina e gritando pela rua. Ah, maravilha. Aqui é o meu lugar.

PS: O meu projeto 365 days está atrasado porque o computador de casa resolveu dar pau. E nesse meio tempo de vai pra assistência técnica e volta, formata e reinstala arquivos, o programa que baixa minhas fotos fica instalado só lá, então até que eu o reinstale, não dá pra carregar as últimas fotos tiradas. Well, pretendo solucionar esse problema ainda hoje. 
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Rê
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